DENUNCIA
MACAPÁ: registra aglomerações em supermercados e atacadões durante lockdown

Fim de mês, dia de pagamento e data de compras de reposição de produtos da família e é decretado lockdown 24 hs antes de começar. Uma incoerência criminosa sem prevenir a população que corre para se abastecer e assim ficar exposta a contaminação
O novo decreto de lockdown que prorroga por mais sete dias a restrição para a abertura do comercio no Estado do Amapá, supermercados, atacadões e padarias tiveram horário pre estabelecidos; Isso tudo no período que antecede a Semana Santa, semana de pagamento do estado e municípios, período que a população costuma fazer suas compras mensais e com as restrições expostas pelo novo decreto, levando a população a enfrentar filas e aumentar a contaminação.

Uma incoerência decretar uma restrição tão pesada as vésperas de ela ser validada. Claro que a população não quer ficar em casa sem alimentos. Falta de bom senso, ciência e planejamento andam juntas. O bem comum é necessário para não gerar pânico e desordem a sociedade e isso é responsabilidade de bons gestores.
Macapá e os outros 15 municípios amapaense viverão mais um fim de semana de lockdown. Comércio de rua, shoppings, bares, restaurantes e todos os serviços que não são considerados essenciais estão, ou pelo menos deveriam ficar, fechados.
A decisão é mais uma medida do governo do Estado para frear o avanço do coronavírus. O objetivo era fazer a população ficar em casa e assim evitar o contágio da doença. Mas, o tiro saiu pela culatra, levou a população a correr para os estabelecimentos comerciais e antecipar suas compras da semana santa e do seu cotidiano.
O foi isso que se viu, pessoas lotando supermercados – considerados essenciais – com medo de um possível desabastecimento. Em Macapá, capital do estado e com maior número de habitantes, 65% da população amapaense muitos consumidores correram aos supermercados ainda na noite de quinta-feira (25) quando foi decretado o Lockdown com maiores restrições inclusive com o fim de semana totalmente fechado o comercio.
A decretação de lockdown além de provocar uma corrida de clientes aos mercados para estocar alimentos, medidas radicais de fechamento de supermercados tendem a provocar deslocamento de pessoas entre municípios e agravar ainda mais a contaminação das pessoas.
Porém, nesta quarta-feira (31) o governador Waldez Góes, para piorar as coisas, assinou, mais um novo decreto prorrogando o lockdown por mais sete dias. Waldez garante que a decisão é necessária por conta da classificação roxa que o Amapá ocupa, que representa risco muito elevado de infecção do novo coronavírus e exige medidas de restrição máxima.
E a corrida aos estabelecimentos recomeçou e se intensificou, devido a Semana Santa, uma tradição religiosa e de novo os supermercados ficaram cheios e as pessoas que estavam fazendo compras se aglomeravam nas filas para entrar e disputavam mercadorias nas gandolas e na fila dos caixas. Os gerentes de supermercados e atacadões garante que estão seguindo as normas sanitárias previstas por decretos estaduais e municipais.
A população de Macapá está fazendo filas em supermercados para estocar produtos em casa. Imagens de supermercados lotados foram feitas nesta quinta-feira (o1) e compartilhadas nas redes sociais.
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“Ninguém quer correr o risco de a loja ser fechada. Todo mundo está conscientizado que, queira ou não, envolve a nossa saúde” garantiu um gerente que não quis ser identificado.
Mas, a população está insatisfeita e os empresários do ramo de alimentação estão em situação mais crítica ainda.
“Não é possível, colocar uma situação restritas e levar a população ao pânico de ficar sete dias sem alimentos em casa. Essa situação que estamos vivenciando aqui dentro de um atacadão é perigosa e criminosa. Um absurdo, um acumulo de gente e o único lugar que podemos fazer compras e o proprietário deverá estender o horário para poder atender os clientes. Essa é uma fase perigos e ainda mais agora no período de pagamento e isso está gerando dificuldades para toda a sociedade. Será que o Ministério Público e os órgãos de controle não observam essa situação? Isso é uma incoerência” , desabafou o Senhor José Pantoja.
E os empresarios de maneira geral, principalmente o do varjo que não é considerado essewncial reclamarm de terem de fechar mais uma vez as portas, periodo da Pascoa, onde poderiam ter um crescimento nas vendas.

“O empresário tem responsabilidade não só com seus clientes, mas seus colaboradores, fornecedores e com o próprio Governo. E nós gostamos de cumprir com nossas obrigações e honrar nossos compromissos”, destacou o dono de uma loja da calçados em Macapá.

O senhor Paulo Amarildo, 45 anos, funcionário público, diz que além da pandemia, essa situação de restrições de acesso ao comercio, leva a população se desesperar. “Temos muitos amigos desempregados, lojas fechadas, sem recursos e agora fecham o comercio e os locais de venda de alimentos, para onde a população vai correr, muitos podem se abastecer por sete dias e os que não podem? Isso é desesperador, a população sofre em se proteger, mas como? Precisam pensar antes de tomarem decisões que mudam radicalmente a vida da população, avisem com antecedência para se prevenirem.”.
