Na noite deste sábado, o município de Tartarugalzinho foi palco da sua primeira Feira Literária, promovida pela prefeitura municipal com o objetivo de valorizar a cultura ribeirinha, aproximar leitores e escritores, e promover o diálogo entre as expressões artísticas da região. O evento ocorreu na praça central e contou com uma programação diversificada que misturou literatura, música e tradição local.
Com o tema “A literatura que nos conecta”, a feira ocupou a Praça Saturnino dos Santos, oferecendo oficinas, rodas de leitura, estandes de livros e espaço para o contato direto entre autores e o público. A iniciativa surge num momento em que municípios do interior buscam ampliar o acesso à literatura e fortalecer identidades locais pouco representadas nas grandes redes editoriais. A coordenadora do evento destacou que a ação visa criar um “polo de leitura” na região, impulsionando atividades permanentes de incentivo à leitura e produção local.
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a participação de Zé Miguel: cantor, compositor, escritor e produtor musical nascido no Amapá, e referência da cultura amazônica. Ele comandou uma apresentação musical que mesclou batuque, marabaixo e letras que refletem o cotidiano ribeirinho, e em seguida lançou seu livro — oportunidade para que os participantes adquirissem o exemplar, conversassem com o autor e mergulhassem nas narrativas que evocam o imaginário amazônico. A presença de Zé Miguel trouxe visibilidade à feira e reforçou a conexão entre literatura e música como caminhos complementares de valorização cultural.
Durante o evento, famílias de comunidades ribeirinhas compareceram em número expressivo, atraídas pela proposta de integração entre arte, leitura e identidade regional. Crianças e adolescentes participaram de contação de histórias, oficinas de ilustração e brincadeiras que tinham como pano de fundo a cultura amazônica. A prefeitura anunciou ainda que o evento é o primeiro de uma série anual, planejando levar a feira também para outras localidades dentro do município, com mobilização nas escolas e nas comunidades mais distantes.
