O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, comemorou nesta sexta-feira (4) a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que a Petrobras avance na perfuração de mais três poços exploratórios na costa do Amapá. A nova etapa faz parte dos estudos sobre o potencial de petróleo e gás na Bacia da Foz do Amazonas, integrante da Margem Equatorial brasileira.
Em nota, Alcolumbre afirmou que a decisão representa mais um passo para ampliar o conhecimento sobre o potencial energético da região e pode abrir caminho para novas oportunidades econômicas para o Amapá e para o país. O senador também defendeu que o avanço das pesquisas ocorra com responsabilidade ambiental, segurança operacional e respeito às exigências estabelecidas pelos órgãos competentes.
A autorização ocorre em um momento de avanço das pesquisas da Petrobras na região. Em agosto, a estatal anunciou a identificação de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da costa amapaense. O poço está situado a cerca de 175 quilômetros da costa de Oiapoque e a quase 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. A descoberta, porém, ainda não significa que haverá produção comercial de petróleo, já que são necessários novos estudos para avaliar a quantidade, a qualidade e a viabilidade econômica dos recursos encontrados.
Também em agosto, Davi Alcolumbre acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em visita ao navio-sonda responsável pelos trabalhos exploratórios na costa do Amapá. Na ocasião, o parlamentar defendeu que eventuais resultados econômicos da atividade sejam revertidos em geração de emprego, renda e investimentos para a população.
A Petrobras considera a Margem Equatorial uma das principais áreas de sua estratégia de exploração. No Plano de Negócios 2026-2030, a companhia prevê a perfuração de 40 novos poços exploratórios, dos quais 15 estão previstos para a Margem Equatorial.
Apesar das expectativas econômicas, a exploração na região também envolve preocupações ambientais. O processo de licenciamento da Bacia da Foz do Amazonas acompanha debates sobre a sensibilidade ambiental da área e exige procedimentos específicos de prevenção, monitoramento e resposta a eventuais incidentes.
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