A autorização do Ibama para a Petrobras perfurar três novos poços na costa do Amapá abre mais uma etapa da agenda do petróleo e reforça uma estratégia que o governador Clécio Luís colocou entre as prioridades para o futuro econômico do estado.
Os novos poços, Manga, PAD-Morpho e Crotalus, ficam no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Eles ampliam a campanha exploratória iniciada com o Morpho, onde a Petrobras identificou hidrocarbonetos a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense.
Para Clécio, o avanço aumenta a responsabilidade de preparar o Amapá para as oportunidades que podem surgir caso os próximos estudos confirmem reservas comercialmente viáveis.
“Isso significa mais investimentos, mais pessoas trabalhando em terra, mais gente consumindo e, principalmente, mais capacitação e formação da nossa mão de obra para esse futuro que está sendo construído agora”, afirmou o governador.
A Petrobras ainda está na fase de exploração. Os três novos poços permitirão aprofundar o conhecimento sobre a área, verificar a continuidade da ocorrência encontrada no Morpho e avaliar outras estruturas com potencial petrolífero.
Ainda serão necessários estudos para determinar volume, extensão e viabilidade comercial das reservas. Mas, para o Amapá, cada nova perfuração amplia também a perspectiva de movimentação em setores como logística, serviços especializados, infraestrutura portuária, hospedagem, transporte e apoio às operações offshore.
Clécio vem defendendo que o estado não seja apenas o território diante do qual o petróleo é encontrado, mas participe da cadeia econômica criada pela atividade.
A estratégia inclui qualificação profissional, preparação de trabalhadores, melhoria do ambiente de negócios e articulação para que empresas e serviços locais estejam em condições de disputar as oportunidades abertas pelo novo ciclo.
“É uma notícia extraordinária e fruto de muito trabalho, de decisões e articulação política para que nós consigamos avançar. E estamos avançando de forma acelerada”, afirmou Clécio.
Com três novos poços autorizados, a agenda muda novamente de escala. Para Clécio, o desafio agora é acompanhar a velocidade da exploração e fazer com que, se o petróleo se confirmar como nova força econômica, os empregos, os investimentos e a renda também fiquem no Amapá.
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