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Artesão Carlos José Gato da Costa: a arte que nasce da madeira e resiste ao tempo

A trajetória do artesão Carlos José Gato da Costa revela talento, tradição e paixão, em uma produção cultural que reforça a identidade de Calçoene

Artesão Carlos José Gato da Costa: a arte que nasce da madeira e resiste ao tempo
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Em Calçoene, com aproximadamente 11,5 mil habitantes e marcada por forte presença de agricultura, silvicultura e, sobretudo, artesanato, emerge a história singular de Carlos José Gato da Costa, artesão e marceneiro cuja vida se confunde com a arte manual. Criada formalmente como empresa em 6 de novembro de 2019 e registrada como microempreendedor individual voltado à fabricação de artefatos de madeira, sua atividade cresce em meio à cultura local e à generosidade do apoio cultural em tempos desafiadores.

A trajetória de Carlos José vai além do ofício: de mãos habilidosas e coração generoso, ele transforma madeira e outras matérias-primas em narrativas visuais, numa dedicação que une técnica, arte e memória. Cada peça é fruto de um saber acumulado ao longo de anos; cada entalhe, um fragmento de história humana. Esse ofício tradicional, tão presente no cotidiano calçoenense, encontra na marcenaria do artesão um canal para perpetuar histórias que resistem à passagem do tempo.

Um vídeo produzido com recursos da Lei Federal Paulo Gustavo, com o apoio da Prefeitura Municipal de Calçoene, da Secretaria Municipal de Cultura, da Urucaia Produções e de Art'Santa Clara-Calçoene, presenteia o público com um relato sincero e comovente. Nele, Carlos José se abre, fala das dificuldades enfrentadas — talvez a escassez de recursos, a instabilidade dos mercados, as intempéries naturais —, mas também compartilha suas vitórias, a superação e, principalmente, o amor pelo que faz. Coração e talento se entrelaçam; uma história de luta e criação que se expressa na madeira, nas formas, nos detalhes que fazem suas peças únicas.

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A iniciativa, além de promover visibilidade ao artesanato local, fortalece o tecido cultural de Calçoene, integrando políticas públicas e talentos individuais. A linha entre passado e presente se mantém viva nas mãos do artista. Talvez seja justamente nesse gesto de criar — cortar, moldar, lustrar e dar vida nova à madeira — que se revela a possibilidade de um legado: mostrar como o trabalho artesanal, ancorado em tradição e emoção, pode resistir às tempestades — inclusive as naturais, como as chuvas constantes que marcam o clima da região — e continuar a contar histórias numa linguagem universal.

Essa história de vida e arte em Calçoene reafirma a potência de iniciativas culturais que, alimentadas por políticas federais, estimulam protagonistas locais a deixar sua marca. Carlos José Gato da Costa é, certamente, um desses protagonistas: sua obra traz à superfície a força da arte feita com mãos simples, coração enorme e determinação para transformar matéria-prima em arte, narrando com beleza o cotidiano de um povo e de uma cidade que chove quase todos os dias, mas resiste, cria e celebra sua cultura.

 

Genesis Comunicação

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