A Prefeitura de Vitória do Jari deu início ao Projeto Circuito Lilás, iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A abertura contou com a participação do prefeito Ary Duarte, que destacou a importância da atuação integrada do poder público para ampliar a proteção às mulheres e fortalecer os serviços de acolhimento existentes no município.
A programação faz parte das mobilizações do Agosto Lilás, campanha nacional dedicada à conscientização sobre a violência doméstica e familiar. Durante o mês, órgãos públicos de todo o país intensificam ações educativas, palestras, atendimentos e atividades de orientação sobre os direitos das mulheres e os canais disponíveis para denúncia e proteção.
Em 2026, o Agosto Lilás tem um significado especial por marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Considerada o principal marco legal brasileiro no enfrentamento à violência doméstica, a legislação prevê mecanismos de proteção às vítimas e reconhece cinco formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
O Ministério das Mulheres também destaca que as medidas protetivas de urgência podem ser concedidas quando houver risco à integridade da mulher e de seus dependentes. Elas podem determinar, por exemplo, o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato ou aproximação da vítima e outras providências destinadas a interromper situações de violência.
Com o Circuito Lilás, Vitória do Jari busca ampliar o acesso às informações e aproximar a rede de atendimento da população. A mensagem central da campanha municipal é de que nenhuma mulher precisa enfrentar uma situação de violência sozinha e que procurar ajuda é um passo fundamental para romper o ciclo de agressões.
Além dos serviços locais de assistência, saúde e segurança, mulheres em situação de violência podem buscar orientação por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, serviço gratuito de abrangência nacional. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.
Ao iniciar o projeto, a gestão municipal reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação conjunta do poder público e da sociedade, com informação, prevenção, acolhimento e garantia de direitos.
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