A cultura amapaense se reuniu em sua pluralidade para celebrar a inauguração do novo espaço do Conselho Estadual de Política Cultural na sexta-feira, 17, em Macapá. Em um ambiente que reuniu manifestações que vão do marabaixo ao hip hop, passando pelo gospel e pelas tradições de matriz africana, o governador Clécio Luís reforçou a importância da participação coletiva na construção das políticas culturais.
“É uma estrutura adequada para os conselheiros, um verdadeiro palácio da cultura. Não pelo luxo, mas por ser um espaço de portas abertas. É importante que, além do órgão executivo da cultura, que é a secretaria, responsável por gerar a política estadual, o conselho tenha protagonismo, porque é através dele que a gente democratiza as decisões, os espaços e a política cultural que nós fazemos", enfatizou o governador.
Sem passar por reformas há 42 anos, o espaço deixou de ser uma sede administrativa para se transformar em um complexo cultural, reunindo sala de espetáculos, biblioteca, galeria de arte e uma praça voltada para saraus literários e atividades abertas ao público.
Nomeado como Palácio da Cultura Mestre Jansen, o local homenageia Kleber Ranieri dos Santos Jansen, capoeirista, formador, conselheiro e articulador cultural, que faleceu em outubro de 2025.
“É onde os nossos conselheiros vão trabalhar a cultura popular e discutir políticas culturais, valorizando e fortalecendo cada vez mais a nossa cultura. A gente segue com esse legado, com essa história e esse trabalho no esporte e projetos sociais, principalmente fortalecendo a capoeira como ferramenta pedagógica”, disse um dos filhos de Jansen, mestre Rômulo.
O presidente do Conselho Estadual de Política Cultural, Cirley Picanço, enfatizou que os fazedores de cultura do Amapá passam a contar com um novo espaço público, construído a partir de uma gestão compartilhada entre o conselho, a sociedade civil e o Governo do Estado. Para ele, a entrega representa a democratização do acesso à cultura, aliada à política pública e à decisão de investir no setor para que ele possa crescer.
“Todos os artistas amapaenses vão ter uma nova casa, um novo lugar. É um espaço de acolhimento artístico e cultural, com iluminação cênica e sonorização de qualidade, para que quem está começando possa desenvolver seus processos de criação. Eles poderão vir, solicitar pauta e fazer uso, porque isso é nosso - sempre respeitando o patrimônio e garantindo a diversidade”, pontuou Picanço.
Cultura para todos
O diálogo permanente da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) com o conselho reestruturado, formado por conselheiros ativos e representativos de seus segmentos, permitiu construir um método de atuação que vai além da capital, alcançando os municípios e os territórios culturais. A partir da escuta das demandas, foi possível transformá-las em ações concretas, como a entrega do novo espaço.
Durante a celebração, também foi assinado o edital de demandas espontâneas do Fundo Estadual de Cultura, garantindo um investimento de R$ 10 milhões para fortalecer o setor cultural.

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