Santana deu mais um passo para consolidar sua posição estratégica no setor portuário brasileiro. Nesta sexta-feira, 23 de outubro, foi assinado o contrato de arrendamento do terminal MCP01, localizado no Porto de Santana, com previsão de R$ 150,2 milhões em investimentos para modernização da estrutura e ampliação da capacidade de movimentação de cargas.
O prefeito Bala Rocha acompanhou a assinatura ao lado do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e de representantes da Companhia Docas de Santana (CDSA) e de outras instituições.
O contrato terá duração de 25 anos. O terminal foi arrematado pela CS Infra S.A. em leilão realizado em fevereiro e será destinado principalmente à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, incluindo soja e milho.
Entre as intervenções previstas estão a instalação de correias transportadoras e de um novo carregador de navios, além de melhorias nos píeres e na infraestrutura terrestre. O projeto prevê capacidade dinâmica de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas por ano e equipamentos capazes de tornar mais eficiente o carregamento de embarcações de grande porte.
A localização do Porto de Santana, às margens do Rio Amazonas e próxima das principais rotas marítimas internacionais, coloca o município em posição estratégica dentro do chamado Arco Norte, corredor utilizado para o escoamento da produção agrícola brasileira, principalmente de estados do Centro-Oeste.
A movimentação do porto vem apresentando crescimento. Em 2025, foram aproximadamente 3,6 milhões de toneladas de cargas, avanço de 13,54% em relação ao ano anterior. Soja, milho, madeira, manganês e derivados estão entre os produtos movimentados.
Para Bala Rocha, os contratos de longo prazo ampliam a segurança para novos investimentos e criam condições para modernizar a estrutura portuária. Segundo o prefeito, os arrendamentos realizados recentemente representam cerca de R$ 300 milhões destinados à ampliação de cais, aquisição de equipamentos e melhoria das operações.
Além de aumentar a competitividade logística do Amapá, a expectativa é que a modernização do MCP01 contribua para atrair novos negócios, gerar empregos e renda e fortalecer Santana como uma das principais portas de saída da produção brasileira pela região amazônica.
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