A praga que atinge as plantações de mandioca continua provocando prejuízos a agricultores de Oiapoque e comprometendo uma das principais culturas utilizadas para alimentação e geração de renda no município. Diante desse cenário, a Prefeitura mantém ações de apoio às famílias afetadas, incluindo a entrega de cestas para produtores que enfrentam perdas significativas nas lavouras.
A doença, conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca, vem sendo acompanhada por órgãos estaduais e federais desde que foi identificada na região. Em abril deste ano, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu situação de emergência em dez municípios do Amapá afetados pela praga, permitindo o acesso a medidas e recursos de resposta.
Oiapoque está entre as áreas mais sensíveis porque a mandioca tem papel central na agricultura familiar e também na segurança alimentar de comunidades indígenas e rurais. Programas estaduais de assistência técnica registram que a doença já comprometeu lavouras e exige ações de recuperação produtiva, orientação técnica e controle sanitário.
O Governo do Amapá e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural também estruturaram ações específicas para 1.127 famílias de agricultores em municípios afetados, além de atendimento a mil famílias indígenas das Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, em Oiapoque. Os programas incluem assistência técnica, recuperação das áreas produtivas e fortalecimento da cadeia da mandioca.
Além do suporte técnico, medidas sanitárias foram adotadas para evitar a disseminação da doença. Normas estaduais passaram a restringir o trânsito de plantas e partes da mandioca em municípios com ocorrência confirmada, enquanto produtos processados, como farinha e tucupi, permanecem autorizados conforme as regras estabelecidas.
Nesse contexto, a distribuição de cestas funciona como medida emergencial para ajudar as famílias enquanto as plantações são recuperadas. A Prefeitura informou que a ação conta com apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, sob comando de Waldez Góes, e do Governo do Estado.
A permanência dos impactos da praga reforça que o problema ainda exige acompanhamento contínuo. Para os agricultores, a recuperação das lavouras será essencial não apenas para restabelecer a renda, mas também para garantir o abastecimento de um produto que ocupa lugar central na alimentação e na economia rural de Oiapoque.
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