O Governo do Amapá está reunindo os procedimentos administrativos necessários para declarar situação de emergência em todo o estado diante do agravamento da estiagem, que vem provocando redução da disponibilidade de água, aumento dos focos de calor e maior risco de incêndios florestais.
As ações são coordenadas pela Defesa Civil Estadual e pela Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas). Entre as medidas planejadas está a assistência humanitária às comunidades mais atingidas, com distribuição de água potável e kits de alimentos, principalmente em localidades rurais e ribeirinhas afetadas pela redução dos níveis de rios, igarapés e poços.
O cenário climático já vinha sendo acompanhado desde o primeiro semestre. Em junho, a Defesa Civil informou que estudos de órgãos como INPE, Inmet e Cenad indicavam probabilidade superior a 80% de formação do El Niño no segundo semestre de 2026. Historicamente, o fenômeno pode contribuir para redução das chuvas e temperaturas mais elevadas na Região Norte, favorecendo estiagens e queimadas.
Tartarugalzinho está entre os municípios mais afetados. Após decretar situação de emergência, o município teve o reconhecimento federal publicado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional no dia 8 de outubro. Com isso, pode apresentar planos de trabalho pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e solicitar recursos federais para ações de resposta e assistência. Calçoene também prepara a documentação necessária para formalizar situação semelhante.
Outro município amapaense, Cutias, já havia obtido reconhecimento federal de emergência por estiagem no início de outubro.
Paralelamente, o Corpo de Bombeiros atua na Operação Amapá Verde, integrada ao programa Protetor dos Biomas. A mobilização reúne mais de 750 militares até dezembro, com monitoramento por satélite, combate a incêndios e ações preventivas em diferentes municípios.
Segundo o secretário estadual da Defesa Civil, coronel Frederico Medeiros, o acompanhamento envolve tanto os incêndios florestais quanto os impactos da escassez hídrica e o possível isolamento de comunidades, com prioridade para garantir água potável e atendimento às famílias atingidas.
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