De um universo de 220 beneficiários amapaenses, 42 agricultores de Pedra Branca do Amapari receberam, nesta semana, reconhecimento e pagamento por serviços ambientais por manterem a vegetação nativa conservada em seus imóveis rurais. A ação integra o Projeto Floresta+ Amazônia, implementado em parceria entre o Governo do Estado, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. No município, a seleção e a orientação técnicas contaram com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a partir do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e das inscrições no programa.
O mecanismo de pagamento por serviços ambientais remunera agricultores familiares que comprovam, por critérios técnicos, a preservação da floresta e o manejo adequado do uso do solo. O CAR funciona como base de elegibilidade e transparência — documento que reúne informações ambientais da propriedade, como cobertura vegetal, áreas de preservação e uso consolidado — permitindo validar as áreas conservadas e os compromissos assumidos pelos produtores. A etapa seguinte inclui monitoramento e verificação periódica, condição necessária para novas parcelas do benefício.
No Amapá, a iniciativa se alinha a um contexto singular: o estado figura entre os mais preservados do país, com a maior parte do território coberta por florestas e ampla rede de unidades de conservação. Ao reconhecer financeiramente quem protege, o programa casa conservação e renda, valoriza conhecimentos tradicionais, fortalece a agricultura familiar e amplia a resiliência das comunidades. Em Pedra Branca do Amapari, o resultado ainda tem efeito multiplicador: ao circular no comércio local, os recursos impulsionam a economia e reforçam a mensagem de que floresta em pé significa oportunidade.
A ação coordenada entre governo estadual, prefeitura e parceiros reforça a transição para uma economia de baixo carbono, baseada em cadeias produtivas responsáveis e no uso sustentável dos recursos naturais. Para os beneficiários, o pagamento chega como estímulo direto para seguir preservando, regularizar pendências e acessar novas políticas públicas. Para o município, consolida-se um caminho em que desenvolvimento rural e preservação deixam de ser opostos e passam a caminhar lado a lado.
