A mobilização política contra o reajuste da tarifa de energia elétrica no Amapá ganhou reforço no Congresso Nacional. Além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do governador Clécio Luís, o senador Randolfe Rodrigues, líder do Governo no Congresso, também se juntou à articulação para barrar aumentos considerados abusivos e buscar soluções estruturais para o setor energético no estado.
O tema foi tratado durante agenda em Brasília, onde as lideranças amapaenses destacaram o impacto direto do alto custo da energia na vida das famílias, no funcionamento do comércio e no desenvolvimento econômico local. Mesmo sendo produtor de energia, o Amapá figura historicamente entre os estados com tarifas mais elevadas do país, realidade que, segundo os parlamentares, representa uma distorção injusta e prejudicial à população.
Davi Alcolumbre afirmou que o problema não será ignorado e que o Senado atuará com firmeza para cobrar respostas dos órgãos reguladores e do governo federal. O senador defende que é inadmissível que os amapaenses continuem pagando uma das contas de luz mais caras do Brasil, situação que compromete o orçamento doméstico e inviabiliza investimentos.
Randolfe Rodrigues, na condição de líder do Governo no Congresso, reforçou o compromisso de dialogar diretamente com ministérios e agências reguladoras para encontrar alternativas que garantam modicidade tarifária e segurança energética. A atuação conjunta da bancada busca evitar novos reajustes e construir soluções de médio e longo prazo que considerem as especificidades do Amapá.
O governador Clécio Luís destacou que o enfrentamento do problema exige união política e responsabilidade institucional, ressaltando que o alto custo da energia limita o crescimento do estado e amplia desigualdades sociais. Segundo ele, a pauta é prioridade absoluta da gestão estadual.
A união entre Executivo estadual, Senado e liderança do governo federal fortalece a pressão por mudanças no modelo de cobrança e distribuição de energia. Para as lideranças envolvidas, garantir energia justa, acessível e segura é condição essencial para melhorar a qualidade de vida da população e destravar o potencial econômico do Amapá.

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