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Projeto ‘Ver e Ouvir com Igualdade’ promove inclusão e diálogo com a comunidade da Escola Mário Quirino

Entre os momentos mais marcantes da programação estiveram os depoimentos de familiares atípicos

Projeto ‘Ver e Ouvir com Igualdade’ promove inclusão e diálogo com a comunidade da Escola Mário Quirino
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O Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE/AP) realizou, na manhã desta quinta-feira (18), mais uma edição do projeto ‘Ver e Ouvir com Igualdade’, na Escola Estadual Mário Quirino da Silva, no bairro Novo Buritizal, em Macapá. A iniciativa reuniu estudantes, familiares, educadores e a comunidade para debater inclusão, cidadania e os direitos das pessoas com deficiência, em alusão ao Dia do Orgulho Autista.

A programação foi conduzida pela Ouvidoria do TCE/AP, com o apoio do Comitê Técnico de Equidade, Diversidade e Inclusão, levando à escola uma equipe multidisciplinar formada por profissionais das áreas técnica, jurídica e social do Tribunal.

O ouvidor-geral do TCE/AP, conselheiro Amiraldo Favacho, destacou a importância da aproximação entre o Tribunal e a sociedade. “Estamos trazendo toda a equipe técnica e jurídica do TCE para mais perto da comunidade, neste dia em que celebramos o Dia do Orgulho Autista. Nosso objetivo é ouvir, orientar e fortalecer o diálogo sobre inclusão e cidadania”, afirmou.

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O presidente do TCE/AP, conselheiro Reginaldo Parnow Ennes, ressaltou o compromisso institucional da Corte com a promoção da inclusão e do controle social. “A inclusão se fortalece quando as instituições se aproximam das pessoas. O Tribunal de Contas tem o compromisso de contribuir para uma sociedade mais acolhedora, acessível e consciente dos direitos de todos”, declarou.

Entre os momentos mais marcantes da programação estiveram os depoimentos de familiares atípicos, que compartilharam experiências e desafios vividos no dia a dia.

A dona de casa Ângela dos Santos, mãe da estudante Maria Clara dos Santos, diagnosticada com autismo, contou que também recebeu o diagnóstico de autismo aos 51 anos de idade, após iniciar uma jornada de estudos para compreender melhor a filha.

“Depois de ler tantas coisas para ajudar minha filha, fui convidada a fazer a investigação e, aos 51 anos, fui diagnosticada. Procuro participar para entendê-la melhor e para que possamos nos comunicar melhor”, relatou.

Outra participante foi Cleany Cruz, mãe de Pietro, de 15 anos, diagnosticado com autismo e TDAH. Durante a dinâmica “Como posso incluir hoje?”, ela compartilhou uma reflexão sobre a necessidade de uma sociedade mais preparada para acolher as diferenças.

“Escrever a carta me fez refletir profundamente que o mundo ainda não está preparado para receber essas pessoas. Meu filho conseguiu evoluir muito na escola com o apoio técnico adequado. Precisamos imaginar e construir um futuro melhor para eles”, destacou.

A dinâmica foi coordenada pela professora do Ensino Especial da Escola Mário Quirino, Alcilene Ferreira, que conduziu um espaço de reflexão coletiva sobre inclusão. “É um momento de reflexão não apenas sobre o autismo, mas sobre as deficiências de um modo geral”, explicou.

O coordenador do Comitê Técnico da Equidade, Diversidade e Inclusão do TCE/AP, Alberto Goerch, agradeceu a receptividade da escola e reforçou que a iniciativa integra uma agenda permanente do Tribunal. “Esta é uma pequena ação entre muitas que ainda virão. O Tribunal agradece o acolhimento da escola e a participação da comunidade”, afirmou.

A programação também contou com palestras voltadas à inclusão e à proteção social. A psicóloga Mayana Lacerda abordou o tema “Compreender para incluir: neuropsicologia, desenvolvimento e acolhimento das diferenças”, destacando a importância da compreensão das singularidades humanas para a construção de ambientes mais acolhedores.

Na sequência, o advogado Jean Ferreira apresentou a palestra “Benefício de Prestação Continuada e direitos da pessoa com deficiência: caminhos para o acesso à proteção social”, orientando os participantes sobre os direitos assegurados pela legislação e os mecanismos de acesso aos benefícios sociais. As atividades tiveram mediação do consultor jurídico do TCE/AP, Alberto Barreto Goerch.

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