Escuta, acolhimento e fortalecimento são os pilares do “Projeto Ecoar: Vozes Femininas”, iniciativa voltada a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Nesta quarta-feira (26), o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio do Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (Ceavit), que tem como coordenadora a juíza Michelle Farias, e do Centro de Justiça Restaurativa (Cejure), sob coordenação da juíza Nelba Siqueira, realizou mais um encontro do projeto no espaço do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Zona Norte de Macapá (Cejusc Norte).
Com atividades mensais, o projeto amplia o suporte às participantes por meio do diálogo e da troca de experiências. Nos encontros são abordados temas como autocuidado, saúde mental, fortalecimento pessoal e reconhecimento dos impactos provocados pela violência.
As psicólogas do TJAP Idianne Medeiros (Ceavit) e Adriana Baldez (Cejure) estão à frente da iniciativa, que busca fortalecer o protagonismo e a autonomia das participantes.
Segundo a psicóloga Idianne Medeiros, o Ecoar nasceu da parceria entre o Ceavit e o Cejure e utiliza círculos de diálogo como ferramenta de acolhimento e reflexão. “O projeto tem como diretriz o estímulo ao protagonismo e à autonomia feminina, com reflexões sobre as diversas problemáticas decorrentes da violência contra a mulher”, disse ela.
Para a psicóloga Adriana Baldez, a atividade contribuiu para fortalecer vínculos e ampliar a rede de apoio entre as participantes. “O encontro proporcionou um espaço de acolhimento para que compartilhassem suas vivências de extrema vulnerabilidade e violência”, relatou.
“A iniciativa foi muito positiva, fortaleceu os vínculos, o apoio mútuo e a rede de suporte emocional entre essas mulheres”, complementou a psicóloga.
Uma das participantes foi Sílvia Mira, acolhida pelo Programa Pop Rua e integrante do Projeto Ecoar. Para ela, a iniciativa representa uma oportunidade de acolhimento, troca de experiências e acesso à informação.
“As acolhidas participam de rodas de conversa, nas quais interagem entre si, independentemente de classe social. Trocam experiências, recebem conhecimento sobre as leis, conhecem seus direitos e fortalecem a saúde emocional. São mulheres que levantam outras mulheres e que também aprendem a se defender”, enfatizou Sílvia.
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