PROBLEMA AMBIENTAL OU GUERRA COMERCIAL?
ONGs e mineradoras multinacionais se apropriam do agronegócio e riquezas naturais brasileiro

Reinaldo Coelho
Em uma entrevista ao Canal A Play no YouTube, o deputado Aldo Rabelo quebra o silêncio e entrega como funciona todo o esquema das Organizações Não Governamentais (ONGs) e das empresas internacionais que atuam no Brasil na exploração dos recursos naturais.

Durante a entrevista Aldo Rabelo foi questionado sobre o dinheiro que sustenta essas ONGS no mundo e no Brasil.
O Brasil contava com 237 mil ONGs em todo o país, de acordo com a última edição da pesquisa “As Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil – 2016”, publicada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao ser questionado durante a entrevista a origem dos recursos que mantém as ONGs no mundo ele foi direto e afirmou:
“Financiamento público de embaixadas diretamente. Embaixada de Holanda financiando encontro de ONGs para bloquear fronteiras agrícolas lá, no Estado do Mato Grosso. 500 Ongs reunidas, todas financiadas pelo governo Holandês. Trabalhos financiados e publicados, divulgados pela imprensa do Brasil inteiro, Globo, Folha. Financiados pela Embaixada da Inglaterra diretamente, fundos destinados a essas Ongs. A Alemanha e a Bélgica financiam diretamente. Os Estados Unidos financiam. Financiamento público e financiamento privado”, descreveu Aldo Rabelo.
E de imediato ele explicou esses financiamentos privados são realizados por entidades que procuram pressionar a legislação brasileira.
“A Associação dos Fazendeiros Americanos quando produziram excelente documento, do ponto de vista a agricultura dos Estados Unidos, "Farms here forests there" (“Fazendas aqui florestas lá”). Para pressionar a legislação ambiental brasileira e proteger os produtores americano. Financiado também para que as Ongs pudessem produzir”. Explicou Aldo Rabelo.

Ele destaca em sua fala, que essa situação não se refere a um problema ambiental, mas tem interesses mais profundos que é o comercial:
“Esse é um problema ambiental? Não é! Existe o problema ambiental e existe a guerra comercial. Entre a agricultura dos países ricos (Europa e Estados Unidos); os subsídios, que é o financiamento público e que já quebrou a agricultura africana. Aqueles acampamentos de famintos na África, aquilo não é por acaso. É porque o tomate enlatado chega em uma feira do Marrocos, pela metade do preço do produtor marroquino. Ele não tem como concorrer, quebra. Ele vai para o acampamento de famintos e o excedente da agricultura europeia é vendido para a ONU, que distribui em aviões da Cruz Vermelha para ajuda humanitária; A agricultura mexicana quebrou, quebrou pelo subsidio ao milho dos Estados Unidos. O aumento do narcotráfico, recrutamento de jovens agricultores pelo narcotráfico no México é também o resultado da quebra da agricultura mexicana; Eles querem pela ameaça, pela possibilidade da agricultura brasileira, quebrar a nossa.”.

E explico como isso pode acontecer:
“Bloqueando a infraestrutura: Não tem estrada; não tem hidrovia; porto, não tem energia (nem nucelar, nem da Belo Monte). E bloqueia a expansão da fronteira agrícola. Essa expansão da fronteira agrícola, ou além do mais, fazer com que o agricultor pela lei, tenha de arrancar, capim, café, feijão, soja, milho, maça, uva e plantar mata no lugar dessas culturas milenar que o Brasil tem.”, expos.
Aldo Rabelo destacou que na legislação europeia não existe reserva legal em nenhum país europeu ou nos Estados Unidos. “Não existe APP no país do Greenpeace na Holanda. Qual quer menino pode pegar o programa do Google e percorrer as calhas dos rios holandês e ver o que tem de matas ciliares do Rio Danúbio, tem mata ciliares de beterraba, de uva.
Documento de pressão americano

“Farms Here, Forests There”, que defende que os países ricos, especialmente aos EUA, devem desenvolver a agricultura, cabendo aos países tropicais, especialmente o Brasil, preservar as florestas. Essa seria a nossa missão. Não só isso. O texto é rico em dados demonstrando como o desenvolvimento da agricultura nos países tropicais — que atribuem principalmente ao desmatamento — prejudica os agricultores americanos.
Essa é a realidade do Amapá e dos Amapaenses

Essas informações expostas e uma situação surreal que a população brasileira ou de qualquer país não tem acesso nem conhecimento. As autoridades não conseguem ou não querem que isso termine. E o Brasil e outros pais em desenvolvimentos ficam à mercê das decisões das empresas e governos que priorizam o capital em vez vida humana e usam as Ongs para executarem o serviço ‘sujo’ que é destruir a credibilidade nacional e a possibilidade de desenvolvimento e garantia de emprego e de ascenção social de uma população que vive sobre a riqueza natural e dela não recebe nenhum benefício.
O Estado do Amapá e o amapaense tem sofrido com as constantes explorações minerais e os boicotes de direitos de ser explorados com transparência suas riquezas naturais, caso do petróleo na costa amapaense e que a maior ONG Holandesa fez campanha em favor de existência de corais que seriam necessárias a vida oceânica.

Mas, a Guiana Francesa, Departamento Ultramarino francês está com sua exploração em ritmo acelerado, executado pela mesma empresa que deveria realizar no Amapá. E porque nós, não?
O especialista em Direito Ambiental, Doutor Paulo Figueira ao ter acesso a entrevista do deputado Aldo Rabelo declarou a reportagem do Jornal dos Municípios do AP que já tinha abordado sobre o assunto em diversos artigos.
“Há interesse comercial com a expansão do agronegócio brasileiro e também apropriação das nossas riquezas naturais por empresas internacionais que coíbem essa exploração por locais e nacionais. É jogado muito recursos no Brasil por esses países europeus em ONGS internacionais, ONGs nacionais, para artistas brasileiros, mídia nacional e grupos de políticos que deveriam defender nosso interesse, ao contrário difamam o Brasil”, afirma Paulo Figueira.
E reafirma que deveriam pelo menos antes de passar essas informações aos nossos jovens, transparenciar quem são as empresas que exploram os recursos naturais na Amazônia legal, quem recebe as grandes concessões florestais e minerarias, inclusive obras estruturantes como por exemplo hidrelétricas.
“Todo esse processo hoje também está dentro das informações que formam nossos jovens com concepção protecionista. É muito fácil falar quanto tem emprego. O Brasil é diferente das outras nações, as políticas públicas de regularização fundiária são para atender os nacionais e os locais. Aqui a regularização fundiária é para atender o interesse do sistema, negociar riquezas naturais por empresas internacionais e ceder nossas riquezas naturais por concessões diversas”.
E define que fazem vista grossa, por exemplo no Amapá, em que com essa política excludente e nefasta há aumento de êxodo rural, conflitos, fraudes, grilagens de TERRAS, em virtude de não reconhecerem ANCIANIDADE, culminando no final ocupações em áreas de ambientes úmidos.

“Exigem prova fundiária sabendo que não existe no Amapá uma política pública de regularização fundiária para reconhecimento das ocupações e posses legítimas. Mesmo processo perpassa os ocupantes de Terras Quilombolas, assentamentos rurais, e unidades de conservação de uso sustentável. Perdas dessas ocupações e posses.
É HISTÓRICO A POSSE
O Agrimensor, Bacharel em Direito, Pós Graduado em Gestão Pública. Ideólogo Remanescente da Cabanagem, Bosco Melem, acredita que o mundo aprendeu a técnica de manter a Amazônia como um patrimônio próprio com a própria história do Brasil.
“Antes da farsa da DESCOBERTA, todos os navegantes do mundo por essas plagas, já transitavam em coletas dos mais diferentes produtos. Com a pirotécnica e mal explicada chegada de Cabral, as coisas começaram a complicar um pouquinho para os outros exploradores mundiais, aquele paraíso que tinha de tudo para manter abastecimento livre para todos, agora tinha um pseudos dono, ‘A Coroa Lusitana’.”, discorre Melem
Ele reforça que para manter a tomada de posse das terras que não eram de ninguém, apesar de Cartas Antigas já aparecia o contorno das terras que hoje, nós, ditos brasileiros conhecemos relativamente bem. Tem alunos dos cursos primeiros do mundo que nos dão verdadeiras aulas sobre nosso dito território brasileiro.
“Não é dos tempos modernos que o Brasil mantém as terras do Norte como um grande espaço para Exploração de matéria prima para o abastecimento das necessidades básicas do Brasil Colônia, Brasil Império, Brasil República tal qual o faziam e fazem todos os PIRATAS dos 7 MARES e de todos os ARES”.
Pois bem: com as lições aprendidas aqui mesmo pelos falsos gringos inofensivos caçadores de borboletas e missionários de língua enrolada, chegaram a algumas conclusões que os Exploradores locais não percebiam: “Debaixo daquelas florestas, existem enormes ocorrências de OURO E DIAMANTE nos leitos dos Rios. No subsolo debaixo das florestas, enormes reservas dos mais variados e inimagináveis Bens Minerais”.

“Observaram ainda que, sob a guarda da floresta existia um povo que se contentava com um meio de vida simples , se alimentando do que ela dá e dos peixes dos Rios. Descobriam que tal população só teve em toda sua historia, um momento de Revolta "A Cabanagem".”
A fórmula perfeita.
- O Brasil é devedor histórico de todo o Mundo, então, vamos nós, Credores, tomar conta daquilo que o Brasil tem e não sabe cuidar.
Método: fazer os moradores daquela floresta acreditar que PRODUÇÃO e EXPLORAÇÃO não podem caminhar juntos.
“É hora do cidadão caboclo do Norte e o cidadão cono do Sul se juntarem todos armados com suas enxadas botarem para correr para suas casas os donos de ONGS, assim como seus seguidores mercenário locais, transvestidos de intelectualóides”, finaliza Bosco Melem.
José Aldo Rebelo Figueiredo é um político brasileiro, atualmente sem partido. Foi deputado federal por São Paulo durante cinco mandatos, pelo Partido Comunista do Brasil, sendo presidente da Câmara durante 2005 e 2007. Foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, presidente da Câmara dos Deputados entre 28 de setembro de 2005 e 31 de janeiro de 2007. foi Ministro de Estado dos Esportes,[4] deixando o cargo para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do qual saiu em 2 de outubro de 2015 para assumir o Ministério da Defesa,[5] no qual ficou até 12 de maio de 2016.
É conhecido pela postura nacionalista, e por projetos às vezes polêmicos, como o de redução de estrangeirismos na língua portuguesa, contra a adoção de recursos de automação poupadores de mão de obra no serviço público, e pela relatoria do projeto do Novo Código Florestal Brasileiro, transformado na Lei 12 651/2012. É autor, entre outras, da Lei que proíbe a instalação de bombas de autosserviço nos postos de abastecimento de combustíveis (Lei 9 956/2000), e da lei que declarou o dia 20 de novembro como data Nacional de Zumbi dos Palmares (Lei 9 125/1995).
