O prefeito de Santana, Bala Rocha, anunciou novas medidas para garantir a preservação do Estádio Augusto Antunes, o Augustão, um dos principais patrimônios esportivos do estado. Durante reunião realizada no Cine Teatro Sílvio Romero, o gestor confirmou que pretende encaminhar à Câmara de Vereadores um projeto de lei para alterar o Plano Diretor do município.
A proposta visa transformar a área onde está localizado o estádio em uma Zona Especial Institucional, o que na prática limita o uso do espaço a atividades esportivas, sociais e culturais. A medida surge em meio à mobilização popular conhecida como “Augustão é Nosso”, que ganhou força após a possibilidade de destinação da área para outras finalidades, gerando preocupação entre moradores, atletas e lideranças locais.
Segundo o prefeito, a iniciativa busca assegurar que o estádio permaneça como equipamento público voltado à comunidade. “A ideia é clara: manter aquele espaço para o povo, preservando sua função social e esportiva”, destacou Bala Rocha em publicação nas redes sociais. O movimento tem reunido representantes da sociedade civil, autoridades políticas e setores ligados ao esporte, reforçando o valor simbólico e histórico do local para Santana e para o Amapá.
O Estádio Augusto Antunes é considerado um dos principais palcos do futebol amapaense e recentemente passou por revitalização, voltando a receber competições e eventos esportivos. A possível mudança de uso da área acendeu um alerta sobre a necessidade de instrumentos legais que garantam sua preservação a longo prazo.
Além da proposta legislativa, o prefeito também mencionou a cobrança direcionada à empresa Dev Mineração para que cumpra suas responsabilidades no município. Embora não tenha detalhado as medidas, a fala indica que a gestão acompanha de perto questões relacionadas ao desenvolvimento econômico e aos impactos de atividades industriais na região.
A alteração do Plano Diretor é um mecanismo previsto na legislação urbana brasileira e permite que municípios definam regras específicas para o uso e ocupação do solo, protegendo áreas consideradas estratégicas para o interesse público. Caso aprovado pela Câmara, o projeto deverá consolidar juridicamente a destinação do Augustão, atendendo a uma demanda crescente da população.
A expectativa agora é que o debate avance no Legislativo municipal, com participação da sociedade, reforçando o papel do planejamento urbano na preservação de espaços públicos e na construção de políticas que valorizem o esporte, a cultura e o convívio social.

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