O prefeito de Tartarugalzinho, Bruno Mineiro, marcou presença em Brasília na votação da PEC 66/2023, que altera as regras de pagamento de precatórios e flexibiliza o parcelamento de dívidas previdenciárias dos entes subnacionais. Ao lado de vários colegas do Amapá, seu gesto representa o alinhamento entre os municípios no enfrentamento dos desafios fiscais que limitam os investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
A PEC 66, que já foi aprovada no Senado em segundo turno com ampla maioria, traz alívio imediato aos cofres municipais. A proposta limita o pagamento anual de precatórios a um percentual da Receita Corrente Líquida, que pode variar entre 1% e 5%, dependendo do estoque acumulado de dívidas judiciais. Além disso, permite o parcelamento dos débitos previdenciários — incluindo aqueles com o INSS — em prazos estendidos, de até 25 anos, oferecendo tempo e folga financeira às administrações locais para cumprimento de suas obrigações.
Para cidades como Tartarugalzinho, esse novo arcabouço legal significa a possibilidade real de reorganizar o orçamento, priorizar os serviços públicos e melhorar o planejamento nas gestões municipais. Com limites definidos, gestores passam a ter previsibilidade para planejar o pagamento de dívidas, ao mesmo tempo em que dedicam recursos ao atendimento das demandas mais urgentes da população.
Ainda que traga alívio, a PEC 66 também gera debates sobre seus efeitos a longo prazo. Especialistas alertam que o alongamento dos prazos pode resultar em estoque crescente de precatórios e ampliar o peso das dívidas futuras. Há também preocupação com as condições de adesão, que exigem adequação à legislação previdenciária e equilíbrio fiscal definido por órgãos de controle.
A presença de Bruno Mineiro no Senado — acompanhando a votação, dialogando com parlamentares e reforçando a voz de Tartarugalzinho — demonstra o empenho da gestão municipal em articular soluções concretas para fortalecer a autonomia local. A expectativa é que, com a promulgação da emenda constitucional, os municípios do Amapá possam avançar com mais consistência em projetos de impacto direto na qualidade de vida da população.
O próximo passo será a regulamentação da PEC, o que dependerá da edição de normas complementares e orientação por parte dos tribunais de contas. A ação conjunta dos prefeitos da região sinaliza disposição para enfrentar os novos desafios e transformar a flexibilidade fiscal conquistada em benefícios palpáveis para seus cidadãos.
