O prefeito Bala Rocha, da cidade de Santana, divulgou em suas redes sociais apoio à Marcha das Josy’s: “Hoje caminhei lado a lado com as mulheres na Marcha das Josys, reafirmando que estamos juntos no enfrentamento à violência contra a mulher, ao feminicídio e a todas as formas de opressão. Que a nossa voz siga ecoando por justiça, respeito e proteção.” A declaração marca sua presença simbólica no ato de mobilização pela causa — reforçando a responsabilidade pública na garantia dos direitos das mulheres.
A Marcha das Josy’s surgiu em 2003, como resposta ao assassinato da professora Josycleia Guimbal Borges, vítima de feminicídio. Desde então, o evento se transformou em tradição anual na cidade, reunindo centenas a milhares de pessoas que tomam as ruas em memória da tragédia e em defesa da vida e da dignidade feminina.
Na edição mais recente, a caminhada contou com a adesão de membros da comunidade, autoridades locais, representantes da rede de apoio à mulher e demais cidadãos sensibilizados pela causa. A iniciativa integra uma campanha mais ampla de mobilização, conscientização e denúncia contra todas as formas de violência de gênero — física, psicológica, moral e patrimonial.
Para as autoridades e organizações envolvidas, a Marcha das Josy’s tem um duplo propósito: homenagear quem perdeu a vida em razão da violência machista — como Josy — e alertar a sociedade para a urgência de derrotar o machismo estrutural e garantir redes de acolhimento, denúncia e apoio real para quem sofre. O movimento também funciona como porta de entrada para serviços públicos de assistência, como acompanhamento psicossocial e jurídico oferecido pelo município.
Com a presença de Bala Rocha e apoio institucional, o movimento busca ampliar seu alcance: a mensagem deixa de ser um lamento isolado e assume caráter de compromisso coletivo. A convocação para marchar é também um chamado à sociedade como um todo: para que homens, mulheres e instituições caminhem juntos rumo a uma cultura de respeito, proteção e igualdade. Ao reafirmar essa aliança entre poder público, sociedade civil e vítimas — sobreviventes ou familiares —, o gesto do prefeito fortalece a mensagem de que a luta contra a violência de gênero exige ação contínua e permanente.
