A Prefeitura de Pracuúba destacou a realização de uma roda de conversa promovida pela Polícia Civil do Amapá para discutir violência doméstica, feminicídio e outras formas de agressão. A atividade contou com a participação da delegada responsável pela unidade policial e teve como foco ampliar o acesso da população a informações sobre prevenção, denúncia e proteção às vítimas.
Durante o encontro, foram abordadas situações que podem caracterizar violência doméstica e familiar, incluindo agressões físicas, ameaças, humilhações, violência psicológica, sexual, moral e patrimonial. A proposta foi ajudar os participantes a reconhecer sinais de violência e conhecer os caminhos disponíveis para buscar proteção.
A iniciativa ocorre dentro de um cenário de intensificação das ações preventivas desenvolvidas pela Polícia Civil em todo o Amapá. Em 2026, o estado participa da Operação Mulher Segura, mobilização que reúne atividades educativas, cumprimento de medidas judiciais e fortalecimento da rede de atendimento às mulheres.
No segundo ciclo da operação, realizado em junho, a Polícia Civil informou a realização de 109 prisões relacionadas à violência contra a mulher, além de 190 pedidos de medidas protetivas de urgência e a conclusão de 321 inquéritos. Paralelamente às ações policiais, campanhas educativas vêm sendo realizadas em escolas, comunidades e espaços públicos.
A Lei Maria da Penha estabelece mecanismos para prevenir e enfrentar a violência doméstica e permite a concessão de medidas protetivas para afastar o agressor e preservar a integridade da vítima. Casos de emergência podem ser comunicados pelo telefone 190, enquanto o Ligue 180 funciona como canal nacional de orientação e denúncia de violência contra a mulher.
Em Pracuúba, a roda de conversa buscou justamente aproximar essas informações da comunidade. A expectativa é que ações educativas contribuam para romper ciclos de violência, estimular denúncias e fortalecer a rede local de proteção, especialmente ao mostrar que agressões não precisam chegar à violência física para que a vítima procure ajuda.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se