A entrega do novo Porto do Povo de Santana, no Amapá, ganhou um elemento incomum em obras de mobilidade: um espaço dedicado ao cuidado de animais. Em publicação nas redes sociais, o senador Randolfe Rodrigues afirmou que o terminal passa a contar com o “Espaço Orelha”, concebido como um local de acolhimento para pets que vivem nas imediações do porto. Segundo ele, a medida foi pensada “com amor” e reforça a proposta de uma cidade mais humana, incluindo os animais no desenho de políticas públicas do cotidiano urbano.
Batizada de “Espaço Orelha”, a área pet foi instalada na parte externa do terminal e prevê pontos públicos de água e comida, com bebedouros e comedouros. A iniciativa, de acordo com informações divulgadas na cobertura local da inauguração, foi viabilizada em parceria com o Governo do Amapá por meio da Secretaria de Estado do Bem-Estar Animal, como forma de atender animais em situação de rua ou sem tutor definido que circulam pelo entorno do embarque.
O Porto do Povo foi inaugurado em 30 de janeiro de 2026 como o primeiro terminal hidroviário público de passageiros de Santana, município estratégico para a ligação fluvial com Macapá e outras rotas da região. O Ministério de Portos e Aeroportos descreve o equipamento como uma Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4), implantada em área de cerca de 4 mil metros quadrados, com a promessa de melhorar a mobilidade, organizar o fluxo de passageiros e impulsionar a atividade comercial. A obra é tratada como histórica por autoridades locais, após décadas de demanda por um terminal mais seguro e estruturado.
Ao incluir uma área pet no projeto, a entrega também sinaliza uma ampliação do conceito de infraestrutura pública: além do transporte, o terminal passa a concentrar ações de convivência e cuidado, especialmente em uma área onde a presença de animais é parte da rotina. Para protetores independentes e órgãos de bem-estar, pontos fixos de água e alimentação podem ajudar a reduzir sofrimento imediato, enquanto políticas complementares, como resgate, castração e adoção responsável, seguem como desafios permanentes.
