A presença de Santana no estande do Governo do Amapá na COP30 insere o município na principal arena global de decisões climáticas, realizada em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro de 2025. Ao lado de governos, cientistas, lideranças tradicionais e sociedade civil, a comitiva santanense apresenta iniciativas locais de sustentabilidade, discute oportunidades da bioeconomia e busca conexões para financiar soluções de adaptação e transição energética na Amazônia.
No espaço amapaense, a estratégia é dar visibilidade a projetos que conciliem conservação e geração de renda, como cadeias de produtos da sociobiodiversidade, tecnologias de baixo carbono para cidades amazônicas e educação climática. A participação foi preparada ao longo do ano por reuniões de alinhamento com órgãos estaduais e municipais e por agendas que aproximaram cultura e clima, sinalizando um papel ativo de Santana na mobilização regional.
A COP30 marca um ciclo decisivo: além de avaliar a implementação do Acordo de Paris, as delegações devem avançar em financiamento climático — com foco em adaptação, perdas e danos e metas nacionais (NDCs) — e na definição de caminhos para uma transição energética justa, que considere emprego, saúde e segurança alimentar nos territórios mais vulneráveis. Para cidades amazônicas como Santana, isso significa pavimentar parcerias para infraestrutura resiliente, saneamento, gestão hídrica e inovação em energia limpa, sem perder de vista a governança territorial e o protagonismo de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
Belém se preparou para receber dezenas de milhares de participantes e sediou, nos dias 6 e 7, a cúpula de líderes que abriu a agenda política de alto nível. Com esse pano de fundo, a presença de Santana no estande do Amapá funciona como vitrine de políticas públicas, vitrine de talentos locais e ponto de articulação com investidores e agências de cooperação. O objetivo é claro: transformar compromissos climáticos em resultados concretos para quem vive na margem dos rios, nas áreas urbanas e no coração da floresta — onde o clima global encontra a vida cotidiana.
