O Ministério Público do Amapá deflagrou, na manhã de terça-feira, 7 de julho, a Operação “Falso Advogado”, destinada a investigar um grupo suspeito de aplicar golpes eletrônicos contra pessoas de diferentes regiões do país. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de Fortaleza, no Ceará.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e pelo Núcleo de Investigações do MP-AP. A operação contou ainda com apoio logístico e operacional do Gaeco do Ministério Público do Ceará e da Polícia Civil cearense.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam obtido dados pessoais e informações relacionadas a processos judiciais, especialmente de vítimas das regiões Sul e Centro-Oeste. Com acesso a esses dados, os integrantes do grupo entravam em contato com clientes de escritórios de advocacia e se apresentavam como os profissionais responsáveis pelas ações.
Para tornar a abordagem mais convincente, os investigados utilizavam números telefônicos com o mesmo código de área das vítimas, linguagem jurídica e documentos contendo informações reais dos processos. Em seguida, alegavam a necessidade de pagamentos, taxas ou transferências para liberar valores supostamente disponíveis em ações judiciais.
Entre os materiais apresentados às vítimas, os investigadores identificaram documentos falsos que continham assinaturas atribuídas a magistrados do Tribunal de Justiça do Amapá. Durante o cumprimento dos mandados em Fortaleza, foram apreendidos aparelhos celulares e tablets, que serão submetidos à análise para identificar contatos, transações financeiras e outros possíveis envolvidos.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por fraude eletrônica, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa. A apuração continua sob responsabilidade dos órgãos envolvidos.
O chamado golpe do falso advogado tem sido registrado em várias partes do Brasil. A Ordem dos Advogados do Brasil orienta que nenhuma transferência seja feita antes da confirmação direta com o advogado ou escritório por meio de canais já conhecidos. A entidade também disponibiliza uma plataforma para verificação da identidade profissional e recomenda que tentativas de fraude sejam comunicadas às autoridades.
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