O Governo do Amapá iniciou nesta sexta-feira, 6, em Laranjal do Jari, a última etapa das oficinas participativas de revisão do Plano de Manejo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru.
Coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a programação segue até quarta-feira, 11, reunindo representantes das comunidades tradicionais, conselheiros e instituições parceiras para discutir propostas que considerem a realidade de quem vive na reserva e contribua para a conservação do território.
“Ouvir as comunidades é fundamental para construir instrumentos de gestão que respeitem a realidade do território e fortaleçam a conservação da biodiversidade”, enfatizou Taísa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente.
Durante os encontros, os moradores compartilham experiências, conhecimentos tradicionais e percepções sobre as mudanças na região onde vivem. Essas contribuições ajudam a construir um planejamento que concilie a proteção da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e as necessidades das famílias que dependem da floresta para manter suas atividades e garantir renda.
A chefe da Unidade de Conservação e analista de meio ambiente da Sema, Maíria Lopes, destaca que a participação dos moradores é essencial para que as decisões considerem as características e os desafios da reserva. “As comunidades são parceiras fundamentais nesse processo e desempenham um papel essencial como guardiãs do território”, ressaltou.
A revisão também considera atividades que fazem parte da vida e da economia das comunidades, como o extrativismo e o aproveitamento de produtos da sociobiodiversidade, a exemplo da castanha-do-brasil. A proposta é fortalecer práticas que mantenham a floresta em pé, valorizem os conhecimentos tradicionais e permitam que as famílias continuem vivendo do uso sustentável dos recursos naturais.
Para a moradora da reserva, Cleiciane Marques, participar das discussões fortalece o compromisso das famílias com a conservação e valoriza o trabalho desenvolvido dentro da unidade. “Como extrativistas e monitores, sabemos que nosso trabalho ajuda a manter a floresta em pé, proteger a natureza e gerar renda para nossas famílias”, destacou.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se