Em entrevista ao telejornal de maior audiência do país, o senador Davi Alcolumbre celebrou a autorização do Ibama para a pesquisa exploratória de petróleo e gás na Margem Equatorial, em frente à costa do Amapá. Para o parlamentar, trata-se de uma vitória histórica que pode abrir caminho a empregos, novas tecnologias e desenvolvimento sustentável, com responsabilidade ambiental. O governo amapaense, que vinha articulando o tema com o Planalto e a Petrobras, defende que o estado se torne um pilar da soberania energética brasileira.
A licença permite à Petrobras perfurar um poço em águas profundas para coletar dados geológicos e verificar a viabilidade econômica de reservas, etapa que não prevê produção de óleo. O ponto autorizado fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e a aproximadamente 500 quilômetros da foz do rio Amazonas, em área considerada uma das últimas grandes fronteiras exploratórias do mundo e com semelhanças geológicas às bacias produtoras da Guiana. A estatal estima uma campanha de alguns meses, dedicada a testes e medições, antes de qualquer decisão sobre investimentos maiores.
O sinal verde veio após um processo de licenciamento marcado por exigências adicionais e simulações de resposta a emergências, incluindo planos de resgate de fauna e protocolos de contenção. Mesmo com o aval, organizações ambientais mantêm críticas e alertam para riscos à biodiversidade marinha e a manguezais sensíveis da região. O governo federal e a companhia, por sua vez, asseguram que a operação seguirá padrões rigorosos, com monitoramento contínuo e salvaguardas reforçadas. O tema deve repercutir no período que antecede a conferência do clima, quando o Brasil busca conciliar metas de transição energética com expansão da exploração offshore.
Alcolumbre agradeceu ao presidente da República, ao Ibama, à Petrobras e às lideranças locais, destacando o papel do governador Clécio Luís na condução do diálogo. Para aliados no Amapá, a pesquisa pode destravar investimentos em infraestrutura, capacitação de mão de obra e oportunidades na cadeia de serviços. Já críticos pedem transparência total e garantias de mitigação. Entre o entusiasmo e a precaução, a Margem Equatorial volta ao centro da disputa sobre qual deve ser a velocidade — e os limites — da agenda energética brasileira.
