Amapá, Rondônia e Roraima deram um passo histórico na valorização de seus policiais e bombeiros militares. Após décadas de reivindicações, foi confirmada a equiparação dos salários e direitos dessas forças de segurança aos das corporações do Distrito Federal, corrigindo uma distorção que vinha desde o período em que os três estados ainda eram territórios federais.
O acordo foi formalizado em Brasília por meio do Termo de Acordo nº 4/2025, assinado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e representantes das categorias. O acerto prevê reajuste de 24,32%, dividido em duas parcelas de 11,5%, a serem pagas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, além da equiparação plena de direitos funcionais com o Distrito Federal.
A medida alcança policiais e bombeiros da ativa, aposentados e pensionistas dos três estados, e se soma a reajustes anteriores, resultando em ganho acumulado superior à inflação projetada para o período de 2023 a 2026. Governistas destacam que o gesto simboliza o compromisso do Executivo federal com a valorização dos servidores da segurança pública em regiões historicamente menos favorecidas.
No Amapá, a conquista foi celebrada como um marco. O senador Davi Alcolumbre, que participou diretamente das negociações com o governo federal, classificou o resultado como uma vitória aguardada há décadas pelas forças de segurança dos ex-territórios, ressaltando que se trata de reconhecimento, dignidade e respeito para quem arrisca a vida diariamente.
Especialistas em contas públicas lembram que a equiparação representa um impacto importante nos orçamentos estaduais, mas destacam que a correção de desigualdades históricas também tende a fortalecer a motivação das tropas, reduzir evasão para outras carreiras e melhorar a prestação do serviço à população. Para as famílias de militares, o reajuste é visto como alívio financeiro e reparação simbólica após anos de defasagem.
Enquanto as novas tabelas salariais começam a ser implementadas, associações de classe falam em “página virada” e defendem que o próximo desafio é garantir boas condições de trabalho, investimentos em estrutura e formação contínua. Para milhares de policiais e bombeiros do Amapá, de Rondônia e de Roraima, porém, a mensagem que fica deste acordo é clara: a justiça, enfim, chegou aos quartéis.
