O prefeito de Tartarugalzinho, Bruno Mineiro, anunciou a formação de uma força-tarefa, em parceria com a Defesa Civil municipal, para enfrentar os impactos da estiagem no abastecimento de água. Segundo ele, a seca atinge o município há anos e volta a pressionar sistemas de captação e distribuição, exigindo medidas emergenciais e coordenação com os governos estadual e federal. A prioridade é assegurar água potável às áreas mais vulneráveis, reduzir interrupções no fornecimento e prevenir adoecimento ligado à escassez hídrica.
O Amapá convive com ciclos de seca que, em 2024, levaram o governo estadual a ampliar o decreto de situação de emergência para os 16 municípios, facilitando a mobilização de equipes e a liberação de recursos. Em Tartarugalzinho, o reconhecimento de desastres por estiagem habilita a administração a pleitear apoio logístico e financeiro para ações como distribuição de água por caminhões-pipa, aquisição de reservatórios e manutenção de poços comunitários. A prefeitura também planeja reforçar o monitoramento de níveis de rios e igarapés para orientar a operação dos sistemas locais.
No plano regional, os boletins hidrometeorológicos indicam que o Amapá deve registrar chuvas abaixo da média no trimestre setembro–novembro de 2025, o que mantém o risco de rebaixamento de níveis d’água e de interrupções na captação. O cenário exige preparação antecipada: mapeamento de comunidades mais afetadas, protocolos de racionamento em casos extremos e ações educativas para uso racional da água. A Defesa Civil recomenda, ainda, a revisão de bombas e redes e a adoção de pontos alternativos de abastecimento para reduzir a dependência de uma única fonte.
Experiências recentes mostram que, com o reconhecimento federal, os municípios podem acessar recursos para resposta e restabelecimento. Tartarugalzinho já teve repasse autorizado para ações de defesa civil, medida que viabiliza a compra de insumos e a contratação de serviços imediatos durante o período crítico. A gestão local afirma que seguirá em diálogo com o estado e a União para garantir celeridade em novos pedidos, caso a estiagem se agrave.
Além das respostas emergenciais, a prefeitura trabalha em frentes de médio prazo, como a perfuração e recuperação de poços, a ampliação de reservatórios e a melhoria do tratamento de água nas áreas urbanas e rurais. A meta é sair do ciclo de remendos sazonais e criar resiliência: redes menos sujeitas a falhas, melhor previsão de demanda e comunicação contínua com a população sobre horários de distribuição, qualidade da água e canais de atendimento. Para Bruno Mineiro, enfrentar a estiagem é também uma oportunidade de modernizar o sistema e proteger a saúde pública diante das mudanças climáticas e da variabilidade do regime de chuvas na Amazônia.
