NINGUÉM FISCALIZA
Fios de “rede morta” seguem como transtorno e perigo nas ruas de Macapá

Fios esquecidos formam emaranhado cruzando as ruas em postes na área urbana e alguns se quebram e ficam pendurados, causando transtorno e perigo ao transeunte.
O posteamento da capital amapaense é vergonhoso, pois milhões de quilômetros de cabos telefônicos, de internet e de outros serviços de segurança eletrônica, se emaranham nesses postes de suporte da rede elétrica de Macapá.

Os especialistas explicam a hierarquia da fiação nos postes. No topo, fica a rede de alta tensão (13.800 volts). Na sequência, tem a rede de 127 e 220 volts. Depois, os cabos de telecomunicações, internet e outros, que devem ficar a seis metros do solo.
Em Macapá, além dessa existe uma “rede morta” de cabos que continua a fazer morada na área urbana, por onde se espalham nos milhares de postes. Se no alto, o excesso de fiação enfeia a cidade, quando vem ao chão, os cabos se tornam risco para pedestre e dor de cabeça para a comunidade que não tem a quem pedir a remoção. Ninguém fiscaliza, ninguém pune ou, no mínimo, registra reclamações.
O excesso de fios desorganizados presentes nos postes das ruas de Macapá, vem trazendo riscos para a população. Algumas irregularidades podem ser encontradas em fios de internet, por conta de alguns terem sidos colocados de maneira clandestina.
Esse ato pode causar curtos circuitos que podem gerar incêndios nas fiações, como aconteceu na última na última quarta-feira (9) os funcionários da empresa de prestação de serviço, Executiva Clean, localizada na esquina da Avenida Presidente Vargas e Rua General Rondon, artérias de grande trafego automobilístico e de transeuntes. se assustaram com um ‘incidente’ causando pela queima de um cabo telefônico ou de internet na entrada da lavanderia.
De acordo com a empresária Maria Izolete Miranda Rodrigues, o fio localizado próximo ao semáforo começou a pegar fogo e assustou a todos, mesmo fazendo contato com o Corpo de Bombeiros não foram atendidas. E a situação levou o local ficar sem o fornecimento de energia elétrica.

“Essa situação é complicada, pois as operadoras de internet, instalam as fiações de qualquer maneira, ficando a posteação sobre carregadas de cabos de internet, rede telefônica ‘morta’ deixando os postes sobrecarregados e sem fiscalização. E por conta dessa situação caótica, aconteceu um curto circuito e incendiou os cabos”.

A empresária destaca que pelos serviços feitos pelas operadoras, os usuários da internet ficaram três dias sem acesso. “Além da falta de energia, ficamos três dias sem acesso à internet e a insegurança com uma situação que pode se repetir. Além de que eles deixaram a frente da minha loja, totalmente suja e com resto de material jogado na calçada.”

Essa situação além dos transtornos psícos e físico, trouxe problemas financeiros para a empresária, pois os clientes se afastaram devido a situação perigosa que se encontra o local.
“Diversos clientes, se ausentaram, não retornando para receber nossos serviços, devido a situação perigosa que o acesso a loja fica devido essa fiação desordenada em frente a nossa empresa”.

Essa situação é recorrente em Macapá, em todos os bairros, a situação é vexatória, fios pendurados, quebrados, jogados na calçada, as operadoras utilizam a posteação de energia elétrica abusivamente e as telefônicas, não retiram os cabos telefônicos ‘mortos’ devido ao crescimento do uso de celular e a queda no uso do telefônico fixo e o cidadão é que tem de se proteger.
ALTURA DE FIAÇÃO
Algumas fiações, mesmo regularizadas, podem apresentar fios baixos e veículos de grande porte podem arrebenta-los ao passarem.
Muitas vezes caminhões causam esses acidentes trazendo transtorno para o trânsito, após um caminhão arrastar parte da fiação elétrica e ficar preso no local. O condutor afirmou não saber da altura dos fios, trazendo à pauta a necessidade de sanar duas ausências principais: a de conhecimento de motoristas sobre os limites de altura de veículos e a de sinalizações mais claras por parte das autoridades de trânsito.
De acordo com a Resolução 210/06 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a altura máxima permitida para circulação de veículos de carga em vias urbanas é de 4,40 m, e a largura, 2,60 m. los.
A altura mínima para a fiação de baixa tensão em via urbana, é de 5,5 metros, e a de telecomunicação, 5 metros.
A fiscalização da fiação de telecomunicações, conforme as resoluções conjuntas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de Telecomunicações (Anatel), "que tratam do compartilhamento de postes e determinam que as empresas devem seguir o plano de ocupação e as normas técnicas da distribuidora local".
Para o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil no Ceará (IAB/CE), Antônio Custódio Neto, a medida é importante tanto para a estética como para a segurança da cidade. "Os fios poluem visualmente os espaços e, quando quebram, podem causar acidentes e até levar um pedestre a óbito. Todas as grandes cidades já adotam o embutimento há bastante tempo", aponta, criticando a ausência dos serviços em Fortaleza.
"É preciso que a mudança comece por áreas como centros históricos, que têm fiações antigas, feias, de baixa qualidade. E isso se estenda para toda a Capital", sugere o arquiteto, reconhecendo que "a maior dificuldade não é o modo de fazer, é o preço, que é bem mais caro, já que exige uma fiação mais resistente e um trabalho de manutenção maior".
