O município de Ferreira Gomes, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAG), recebeu a Caravana Educativa da vassoura-de-bruxa da mandioca. A ação, desenvolvida em parceria com o Embrapa, o DIAGRO (Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado), a UEAP (Universidade do Estado do Amapá) e demais instituições, reuniu agricultores, professores, alunos e agentes comunitários de saúde na sede dos idosos do município para abordar o que é a praga, como ocorre e de que forma pode ser prevenda.
A doença conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca é provocada pelo fungo Rhizoctonia theobromae (também denominado Ceratobasidium theobromae) e foi identificada pela primeira vez no Brasil em agosto de 2024, no Amapá. A enfermidade ataca as plantas de mandioca, provocando deformações nos ramos, murcha e morte, e já atinge pelo menos dez municípios do estado, oito dos quais com situação sanitária oficialmente reconhecida.
Durante o encontro, foram distribuídos materiais educativos, explicadas práticas de identificação precoce, medidas de higienização de ferramentas, rotação de culturas e plantio com mudas sadias — estratégias respaldadas por notas técnicas da Embrapa que apontam a necessidade de evitar plantar em solos com histórico da doença. A Caravana reforça a importância de unir conhecimento científico com atuação local, promovendo defesa fitossanitária e formação de redes de vigilância na base da agricultura familiar.
Para o município de Ferreira Gomes, o evento representa compromisso com a produção rural, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável. A produção de mandioca não só alimenta famílias, mas integra a identidade cultural e econômica da região. O envolvimento de agentes comunitários de saúde e professores ressalta que a iniciativa vai além do campo: ela conecta a escola, a comunidade e o estado no enfrentamento de um desafio que pode comprometer o sustento de muitos.
A praga já motivou ação emergencial do governo federal e estadual, que articulam distribuição de mudas sadias, monitoramento e investimentos em pesquisa para variedades resistentes da mandioca. Neste cenário, as caravanas educativas surgem como ferramenta essencial para sensibilização e ação preventiva, evitando perdas maiores e fortalecendo cadeias produtivas locais.
Com essa Caravana, Ferreira Gomes reforça que apoiar o agricultor e garantir técnicas modernas de cultivo são parte da estratégia para manter a mandioca no solo, na mesa e na história da agricultura comunitária amapaense.
