O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, classificou nesta terça-feira como “exercício arbitrário” e “alheio aos princípios democráticos” a ocupação das Mesas Diretoras do Senado e da Câmara por parlamentares da oposição. Segundo ele, tal ação inviabiliza o funcionamento regular do Parlamento e contraria os valores fundamentais da democracia brasileira.
Essas Mesas são órgãos colegiados responsáveis pela administração interna e pela condução das sessões legislativas. Seus integrantes definem pautas, garantem o andamento das votações e mantêm a ordem no Plenário. Além disso, representam a representação institucional das Casas ante outros poderes e regulam o funcionamento do processo legislativo federal.
O gesto da oposição ocorreu como forma de protesto contra a prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa desencadeou reações como a de Alcolumbre, que pediu serenidade e espírito cooperativo entre as forças políticas.
Além do presidente do Senado, também Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, reforçou a necessidade de diálogo e respeito mútuo. Ambos destacaram o papel institucional do Legislativo na defesa da democracia e no enfrentamento dos desafios nacionais — como o equilíbrio fiscal, geração de empregos e combate às desigualdades — e afirmaram que a crise interna compromete a missão do Parlamento em servir ao povo brasileiro.
Diante desse cenário, foi anunciada uma reunião de líderes partidários com o objetivo de retomar o funcionamento regular das casas legislativas. A expectativa é que, com essa iniciativa, se estabeleça um ambiente de civilidade política, no qual todas as correntes políticas possam expressar suas posições e contribuir para o progresso das pautas essenciais.
A retomada das atividades legislativas é vista como passo necessário para que o Congresso Nacional volte a exercer plenamente sua função constitucional: debater leis, apreciar o Orçamento e avaliar vetos presidenciais. A cooperação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foi enfatizada como condição indispensável ao fortalecimento institucional e à garantia dos direitos da sociedade.
O chamado por respeito, diálogo e retomada imediata dos trabalhos legislativos ressoa como um alerta: a democracia brasileira depende do funcionamento responsável e equilibrado de suas instituições, e é exigido que o Parlamento retome sua rotina com serenidade, prioridade ao interesse público e respeito à pluralidade política.
