A Associação dos Municípios do Estado do Amapá (AMEAP) marcou presença no debate sobre mudanças climáticas promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE-AP), fortalecendo o compromisso com o futuro dos municípios amapaenses. O presidente da entidade, Carlos Sampaio, participou do encontro que reuniu importantes discussões sobre ações governamentais e estratégias de controle no enfrentamento aos impactos climáticos.
A reunião estratégica foi realizada na manhã de quarta-feira (29), no auditório da sede do TCE-AP, em Macapá, com a presença de representantes de órgãos estaduais, municipais e entidades de controle. O objetivo foi discutir políticas públicas voltadas à agenda climática, considerando os desafios enfrentados pelo estado e a necessidade de ações integradas entre instituições.
A abertura foi conduzida pela conselheira Maria Elizabeth Cavalcante de Azevedo Picanço, que destacou a importância da integração entre os órgãos públicos. Segundo ela, o momento é estratégico para unir esforços e fortalecer a governança climática no Amapá. A conselheira também ressaltou que o Tribunal atua como indutor de boas práticas, contribuindo para políticas públicas mais eficazes.
Durante o encontro, o TCE-AP apresentou dados do Painel Clima Brasil – Amapá e Macapá, ferramenta que avalia a governança climática, a consistência das políticas públicas e os mecanismos de financiamento. O diagnóstico aponta avanços em estágios intermediários, mas também revela desafios na implementação de ações de mitigação, monitoramento e financiamento climático.
O Painel ClimaBrasil foi criado em 2025, inspirado na metodologia internacional ClimateScanner, com a finalidade de permitir que tribunais de contas avaliem, com base em evidências, as ações climáticas de governos estaduais e municipais. No Amapá, o levantamento envolve a análise de eixos como governança, financiamento e políticas públicas, contribuindo para mais transparência e planejamento.
A participação da AMEAP reforça o papel dos municípios na construção de respostas locais às mudanças climáticas. Para Carlos Sampaio, o diálogo entre gestores, órgãos de controle e instituições parceiras é essencial para transformar diagnósticos em ações concretas. A entidade defende que o enfrentamento à crise climática exige cooperação, responsabilidade e políticas públicas capazes de proteger a população e preparar as cidades para os novos desafios ambientais.

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