A passagem de 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, ganhou destaque em Mazagão com uma publicação do prefeito Chico Nó voltada à defesa do respeito, da inclusão e da empatia com as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na mensagem, o gestor reforça que cada pessoa é única, com seu próprio modo de ver e sentir o mundo, e que a construção de uma sociedade mais acolhedora depende do compromisso coletivo com a compreensão e a valorização da diversidade.
A data tem reconhecimento internacional desde 2007, quando foi instituída pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de ampliar a conscientização sobre os direitos das pessoas autistas e estimular políticas públicas voltadas à inclusão. Mais do que uma campanha simbólica, o 2 de abril se consolidou como um momento de reflexão sobre acessibilidade, diagnóstico, educação, saúde e participação social, temas que ainda representam desafios para muitas famílias brasileiras.
No Brasil, a pauta do autismo vem ganhando mais visibilidade nos últimos anos. A Lei 12.764, de 2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, assegura direitos ligados à vida digna, à integridade física e moral, ao acesso à saúde, à educação, ao trabalho, à assistência social e à igualdade de oportunidades. Em 2025, dados preliminares do Censo 2022 divulgados pelo IBGE mostraram que o país tem 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o equivalente a 1,2% da população, evidenciando a dimensão social do tema e a necessidade de ações permanentes de acolhimento e inclusão.
Em Mazagão, a manifestação pública da gestão municipal se soma a uma mobilização mais ampla da cidade em torno da causa. Registros institucionais e publicações locais indicam que o município também realizou atividades de sensibilização voltadas ao tema, reforçando que a conscientização precisa ir além da informação e alcançar atitudes concretas no cotidiano escolar, familiar e comunitário. Nesse contexto, a fala do prefeito dialoga com um entendimento cada vez mais necessário: incluir não é apenas reconhecer diferenças, mas garantir presença, respeito e participação em todos os espaços.
Ao destacar a importância da empatia e do acolhimento, a gestão municipal transforma a data em uma mensagem pública de compromisso com a dignidade humana. Em tempos de maior debate sobre inclusão, o gesto ajuda a fortalecer uma cultura de respeito às pessoas com TEA e às suas famílias, além de reafirmar que cidades mais justas são aquelas que aprendem a conviver com as diferenças sem excluir ninguém.

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