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Domingo, 18 de Janeiro de 2026

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Alta procura por atendimentos de baixa complexidade provoca superlotação no Hospital de Emergência de Macapá

Em média, entre 25 e 35 pacientes por turno são classificados como verde ou azul; em um único dia, a unidade registrou mais de 60 atendimentos sem urgência no período noturno.

Alta procura por atendimentos de baixa complexidade provoca superlotação no Hospital de Emergência de Macapá
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O Hospital de Emergência (HE) de Macapá tem registrado aumento significativo na procura por atendimento nas últimas semanas, cenário que tem resultado em superlotação na porta de entrada da unidade. Dados da classificação de risco mostram que, em média, entre 25 e 35 usuários procuram o hospital por turno apenas para triagem, sendo a maioria enquadrada como casos de baixa complexidade.

No último dia 12 de janeiro, a unidade chegou a registrar, no período noturno, 139 atendimentos. Desses, 63 pacientes foram classificados como verdes e seis como azuis, sem caráter de urgência ou emergência, o que representa aproximadamente 49,6% do total de atendimentos.

A médica intensivista Bianca Melo, que atua há sete meses no Hospital de Emergência, explica que o crescimento da demanda começou a ser observado a partir do início de janeiro, com aumento tanto de pacientes graves quanto de usuários com queixas simples.

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“A partir do dia 2 de janeiro, o fluxo de atendimento aumentou de forma significativa. Passamos a receber muitos pacientes de média e alta complexidade, principalmente pacientes clínicos e idosos que necessitam de suporte de UTI. Ao mesmo tempo, seguimos com uma demanda muito grande de pacientes de baixa complexidade, classificados como verdes, com queixas como dor lombar e dores musculares”, relata.

Segundo a médica, o Hospital de Emergência é a única unidade do estado preparada para atender casos graves, como infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e emergências neurológicas e cardiológicas, o que exige rigor na priorização dos atendimentos.

“Quando chegam quatro, cinco ou seis pacientes graves ao mesmo tempo, eles precisam ser atendidos primeiro. Isso reduz o número de profissionais disponíveis na porta de entrada para os pacientes verdes, que acabam aguardando mais tempo. Esses pacientes deveriam ser redirecionados para as UPAs ou UBSs”, reforça Bianca.

Os números da classificação de risco evidenciam a sobrecarga na unidade. Entre os dias 9 e 14 de janeiro, o Hospital de Emergência de Macapá realizou 799 atendimentos na porta de entrada. Desse total, 358 pacientes foram classificados como verdes e nove como azuis, somando 367 atendimentos sem gravidade, o equivalente a 46% do total.

Já os casos considerados graves, classificados como laranja e vermelho, representaram 111 atendimentos, enquanto 321 pacientes foram enquadrados como amarelos, de média urgência.

A médica destaca ainda que o atendimento a pacientes de média e alta complexidade demanda mais tempo e equipes especializadas.

“Quando atendemos um paciente grave, é necessário estabilizá-lo e interná-lo. Esse processo pode levar de 30 a 40 minutos. Nesse período, o atendimento na porta fica reduzido. Ontem à tarde, por exemplo, os três médicos de plantão estavam ocupados com pacientes graves, o que aumentou o tempo de espera dos pacientes verdes”, explica.

Atualmente, o Hospital de Emergência conta, diariamente, com dois médicos na porta de entrada no turno da manhã, três à tarde e três à noite, podendo ampliar esse quantitativo conforme a demanda.

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Genesis Comunicação

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