Na última sessão da Assembleia Legislativa do Amapá, a presidente da Câmara Municipal de Porto Grande, vereadora Carol Monteiro, participou de audiência pública dedicada à doença conhecida como “vassoura-de-bruxa” que vem afetando lavouras de mandioca em várias regiões do Amapá. A parlamentar aproveitou a oportunidade para falar das potencialidades de Porto Grande no setor agropecuário e chamar a atenção para a urgência de apoio aos produtores rurais da cidade.
Durante sua fala, Carol Monteiro ressaltou que “Porto Grande vem se consolidando como um grande polo do Amapá, com força no campo, na produção e em tantas outras áreas que mostram o potencial da nossa gente”. A afirmação ganha peso frente à realidade local: o município tem se destacado como importante fornecedor de alimentos e frutas no estado, e a praga representa uma ameaça concreta à continuidade desse desempenho.
A doença, causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae e popularmente chamada vassoura-de-bruxa, já foi confirmada em ao menos oito municípios do Amapá, inclusive com relato de nova infestação em Porto Grande. A praga compromete gravemente a produtividade da mandioca, base alimentar e de renda de milhares de famílias na região rural, além de gerar risco à segurança alimentar e ao abastecimento local. O estabelecimento de situação de emergência fitossanitária pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) reforça o caráter crítico da doença.
Na audiência, foram abordados temas como o mapeamento das áreas afetadas, a necessidade de barreiras de contenção e controle, a importação de mudas certificadas, além de medidas de apoio técnico-financeiro aos produtores. A vereadora enfatizou que Porto Grande precisa de protagonismo nessas decisões, “porque quando o campo vai bem, a cidade e o estado crescem”. Ela defendeu que o município agregue estratégias com os órgãos estaduais e federais — inclusive buscando financiamento para pesquisa, assistência técnica e recuperação de lavouras comprometidas.
Para o município, o momento exige mobilização. Produtores locais já registraram perdas e aguardam que a articulação política e técnica gere soluções rápidas. Além disso, o fortalecimento da cadeia da mandioca em Porto Grande passa por irrigação, diversificação agrícola e adoção de tecnologias adaptadas às especificidades da região tropical. A vereadora apontou que a participação de entidades como associações de agricultores, instituições de pesquisa e governo é fundamental para desenvolver um plano integrado.