Dia das Mães
Uma homenagem as mães ucranianas

A data surgiu de um clamor pela paz na voz de uma mulher americana E HOJE se repete pela voz de milhões de mulheres ucranianas
Em 1870, Julia Ward fez um apelo para todas as mães do mundo se levantarem contra a guerra e encontrarem, juntas, soluções para os problemas mundiais. E com a guerra da Rússia contra a Ucrânia ela se faz mais forte e precisamos que essas mães se transforme em PAZ!
(Foto: Hulton Archive / Getty Images)
No mundo todo se comemora o Dia das Mães, mas, tudo começou em 1870, Julia Ward fez um apelo para todas as mães do mundo se levantarem contra a guerra e encontrarem, juntas, soluções para os problemas mundiais.
Neste Domingo (8) comemoramos o Dia das Mães, 152 anos depois desse clamor de Júlia Ward, que ecoa no Século XXI, contra uma guerra sem sentido, por decisão monocrática de um ‘líder’ de uma nação potencialmente armada, contra um povo oprimido e humilhado e tendo de deixar suas vidas e raízes e se tornarem ‘abrigados políticos’ em países estrangeiros.
A guerra da Rússia contra a Ucrânia, é retratada diariamente nos meios televisáveis, onde as fugas são compostas por milhões de pessoas em suas maiorias mulheres, crianças e idosos. Essas mulheres comandam suas famílias nessa fuga, pois os seus pais, maridos ou noivos, ficam para defender a nação ucraniana.
Esta magnífica festividade familiar renasceu na Ucrânia após a Independência, em 1991. Hoje é uma tradição cumprimentar a Mulher-Mãe, desejando a ela saúde e felicidade.
Existem maravilhosos aforismos dedicados à Mulher-Mãe: “com sol é bom, porém estar perto da Mãe é melhor”; ou: “a Mãe deixa de comer porém não deixa de alimentar o filho”; ou ainda: “a Mãe é para o filho assim como a água é para o peixe”; e mais: “a Mãe e o filho são uma pessoa só”. Assim, todos nós começamos do coração da Mãe e o seu amor.
Desde muito tempo era costume, na Ucrânia, cumprimentar a Mãe.

Na Ucrânia, durante a primavera (de março a maio, no hemisfério norte), a Mãe Natureza iniciava o desabrochar das flores depois de ficarem um longo inverno adormecidas; era a época em que os filhos iam saudar a Mãe com flores.
Batendo na porta diziam: “permitam-nos entrar e abraçar e beijar nossa querida Mãe”. A Mãe os recepcionava com as mais deliciosas iguarias. Benzia os filhos com água benta dizendo: “a água sagrada nos pés é para ter sorte; nas mãos é para felicidade; na soleira para que toda geração viva vem com prosperidade”.

O Papa Francisco declarou no Dia Internacional da Mulher “penso nas mães e seus filhos que fogem das guerras, que o mundo reencontre a concórdia, pensemos nas mulheres que estão sofrendo com a guerra que está sendo travada na Ucrânia”. Neste ano, o Papa exortou a olhar para a humanidade das mulheres que pode regenerar o mundo.
Não podemos ficar indiferentes aos muitos relatos provocados pela guerra na Ucrânia e feitos por tantas e tantas mães obrigadas a opções dolorosas para salvarem os filhos dos perigos e porventura da morte".

"Algumas enviaram os filhos sozinhos ou com alguém conhecido para países estrangeiros, outras acompanharam-nos elas próprias, saindo da sua terra e casa em direção ao desconhecido, deixando maridos a combater e outros familiares para trás. O importante são os seus filhos".
E elas repetem o clamor que começou há 152 anos contra uma guerra e continua após duas guerras mundiais e diversas guerras isoladas e realizadas na destruição de seres humanos.
Na época, Julia, que também era abolicionista, convocou todas as mulheres do mundo a se oporem à guerra, em uma proclamação pacifista. A ideia da escritora era a criação de um Congresso Internacional de Mães, que aconteceria em um único dia, para promover alianças entre as diferentes nacionalidades do mundo e encontrar soluções amigáveis para questões internacionais.
A resposta conservadora à essa ação transformou o dia no que hoje conhecemos de Dia das Mães, uma data que, além de celebrar toda a dedicação das mulheres aos seus filhos, também ganhou um apelo comercial forte.
Em seu manifesto, Julia escreveu: “Levante-se, mulheres de hoje! Levante todos aqueles que têm coração, não importando se o seu batismo foi de água ou lágrimas. Diga com firmeza: ‘Não permitiremos que os assuntos sejam decididos por agências irrelevantes. Nossos maridos não voltarão para nós em busca de carícias e aplausos, fedendo a matanças. Eles não vão levar nossos filhos a desaprender tudo o que temos sido capazes de ensiná-los sobre caridade, compaixão e paciência’. Nós mulheres de um país, teremos muita compaixão por aquelas de outro país para permitir que nossos filhos sejam treinados para ferir os delas. Do seio de uma terra devastada, uma voz se eleva com a nossa e diz: ‘Desarma! Desarma! A espada do assassinato não é o equilíbrio da justiça’. O sangue não limpa a desonra, nem a violência é um sinal de posse”. Fonte REDAÇÃO MARIE CLAIRE publicado em 13 MAI 2018
