Turismo sustentável em pauta e com rostos da própria floresta. Em agenda na Comunidade do Açaízal, na Reserva Extrativista do Cajari, lideranças do movimento de trilhas e gestores públicos percorreram a Cachoeirinha das 5 Quedas para avaliar segurança, sinalização e capacidade de carga. A comitiva reuniu Júlio Meyer, presidente da Associação Rede Trilhas, e Polly Pugas.
Recebidos pelos Guardiões da Floresta — grupo majoritariamente feminino — os visitantes conheceram a operação local, da venda de ingressos à condução em pequenos grupos. O modelo privilegia conhecimento tradicional, proteção dos ecossistemas e geração de renda.
O diagnóstico apontou melhorias imediatas: reforço de passarelas e corrimãos, qualificação da sinalização de mínimo impacto, revisão de protocolos de segurança, cadastro e capacitação de condutores e plano de contingência para períodos de cheia. Também se discutiu integrar a trilha a roteiros regionais, conectando cachoeiras e produtos da sociobiodiversidade.
A prefeitura reafirmou apoio às iniciativas comunitárias, articulando qualificação, formalização e promoção responsável do destino. A meta é alinhar boas práticas de trilhas e visitação com políticas de turismo e desenvolvimento econômico, atraindo viajantes que buscam natureza e experiências autênticas.
Para os Guardiões da Floresta, o reconhecimento externo valida um caminho de cooperação. Mulheres que antes atuavam apenas em casa hoje organizam escalas e atendem visitantes. O resultado aparece no território: renda circulando e jovens engajados.
Ao final, ficou o consenso de que a Cachoeirinha das 5 Quedas reúne atributos para se tornar cartão-postal do ecoturismo comunitário no Amapá. Com planejamento, limites de visitação e protagonismo local, o turismo vira aliado da conservação e amplia oportunidades.
