A adoção da frota de veículos elétricos pelo Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE/AP) apresentou resultados positivos na redução de custos com combustível e na emissão de gases poluentes. Os dados são do relatório da Divisão de Manutenção Predial e Transporte (DMPT), que atestou a diminuição de 67,88% no consumo de combustíveis fósseis. Os números reforçam a política institucional de modernização e sustentabilidade da Corte de Contas.
O relatório técnico analisou a evolução do consumo e dos gastos durante os meses de março, abril, maio e junho de 2026. O documento comprovou que a incorporação de três veículos de propulsão exclusivamente elétrica à frota apresentou indicadores positivos sobre a eficiência energética, redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) e gestão de carbono.
Os dados demonstram uma trajetória contínua de queda. Sem os veículos elétricos, o Tribunal investiria, de março a junho, R$ 11.456 na aquisição de combustíveis fósseis. Com a aquisição dos veículos elétricos esse número reduziu para R$ 2.844. “Mensalmente a diminuição é ainda mais visível. Em um veículo a combustão, o TCE/AP investe, em média, R$ 945. Já no elétrico, este número cai para R$ 237”, comentou a secretária de Administração do TCE/AP, Danielly de Queiroz Pereira.
Para Simone Zanatta, chefe da Divisão de Planejamento das Contratações do TCE/AP, mestre em Direito Ambiental e Políticas Públicas e membro do Comitê de Sustentabilidade, os números ajudam a entender a escolha. “Um veículo elétrico não emite poluentes durante seu funcionamento, reduz a zero o consumo de combustíveis fósseis e apresenta um custo de manutenção sensivelmente inferior ao de um veículo convencional, já que dispensa trocas de óleo, filtros e de boa parte das peças sujeitas a desgaste mecânico tradicional”, descreveu.
Os carros elétricos passaram a atender, prioritariamente, a demandas urbanas e de menor percurso, como o transporte de servidores em trajetos curtos, entrega de documentos e pequenos deslocamentos administrativos na cidade. "Anteriormente, as atividades eram executadas, em maior proporção, por veículos movidos a gasolina. A transferência gradual dessas rotas para os modelos elétricos reduziu a necessidade de abastecimento dos automóveis convencionais, o que explica a queda acentuada do consumo", detalhou Adrian Pereira Born, da Divisão de Manutenção Predial e Transporte.
Os veículos elétricos permanecem complementares à frota convencional, uma vez que as picapes, a van e outros veículos a combustão continuam necessários para viagens intermunicipais, transporte de carga, apoio operacional e deslocamentos em locais sem infraestrutura adequada de recarga. A sustentabilidade decorre, portanto, da alocação racional de cada tipo de veículo conforme o perfil da atividade.
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