A ex-deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP) protagonizou um forte bate-boca durante a convenção partidária do Partido Liberal (PL). O tumulto ocorreu em Macapá após a ex-parlamentar ser formalmente informada de que sua candidatura não seria homologada pela legenda. A decisão baseia-se no cumprimento das normas eleitorais decorrentes da sua condenação judicial.
Momentos antes do início formal do evento que selou as coligações para o pleito, a ex-parlamentar foi informada pela Executiva sobre a impossibilidade jurídica de integrar a nominata de candidatos.
Posicionamento do Partido: O presidente do partido local, Alex Pereira, e aliados explicaram que o veto cumpre estritamente as diretrizes legais e o parecer da Direção Nacional do PL. A homologação de um nome inelegível colocaria em risco jurídico toda a chapa proporcional.
Reação e Protesto: Revoltada com o anúncio, Waiãpi protestou publicamente no local e nas redes sociais. Ela proferiu duras críticas direcionadas a articuladores políticos locais, como o pré-candidato Antônio Furlan (PSD). Além disso, acusou a organização de perseguição e alegou a existência de "racismo estrutural" na decisão de barrá-la.
A exclusão da ex-deputada da disputa eleitoral decorre de decisões unânimes tomadas pela Justiça Eleitoral.
Condenação no TRE-AP: Em junho de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá determinou a cassação do diploma de Sílvia Waiãpi. A acusação apontou o uso de R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para custear um procedimento estético de harmonização facial nas eleições de 2022.
A ex-parlamentar recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Contudo, em abril de 2026, a Corte Superior acompanhou o voto do relator, ministro André Mendonça. O tribunal manteve a cassação e a consequente inelegibilidade por unanimidade. O entendimento fixado determinou que o desvio de verbas públicas para fins puramente pessoais fere gravemente a integridade moral do processo eleitoral.
Sílvia Waiãpi contestou as acusações desde o início do processo. A defesa alegou que não houve irregularidades em suas contas formais e argumentou que faltavam provas periciais conclusivas sobre a destinação do recurso.
A respeito do episódio na convenção, os coordenadores e representantes partidários negaram qualquer teor discriminatório, misógino ou racista nas restrições impostas. O grupo reforçou que a ata apenas cumpriu os requisitos objetivos estipulados pela Lei da Ficha Limpa para assegurar a estabilidade jurídica do partido.
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