A Prefeitura de Santana ampliou as ações do Agosto Lilás com a participação em uma palestra destinada a colaboradores das empresas Amcel e Houter. A iniciativa teve como foco a conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, levando informações sobre prevenção, direitos e a importância da participação de toda a sociedade no combate às diferentes formas de violência de gênero.
A atividade contou com a presença da ativista Ester de Paula, da secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Léa Soryana, e da primeira-dama de Santana, Enain de Paula. Segundo a administração municipal, a participação das representantes reforça o compromisso do município com a promoção dos direitos das mulheres e com a construção de estratégias que ampliem a prevenção e o acesso à informação.
O Agosto Lilás foi instituído nacionalmente pela Lei nº 14.448, de 9 de setembro de 2022, como mês de proteção à mulher e de conscientização pelo fim da violência. A legislação determina a realização de ações educativas e intersetoriais em todo o país, com o objetivo de divulgar mecanismos de denúncia, esclarecer as diferentes formas de violência e fortalecer políticas públicas de proteção.
Em Santana, o tema ganhou ainda mais espaço ao longo de 2026. Em março, a Prefeitura apresentou o Plano de Ação Emergencial de Enfrentamento ao Feminicídio, denominado “Cidade Segura para Mulheres, Cidade Segura para Todos(as)”. A estratégia envolve setores como saúde, educação, assistência social e segurança pública, além da participação de instituições e movimentos sociais.
O município também mantém a Rede de Atendimento à Mulher de Santana, formada por órgãos de diferentes áreas que atuam de maneira articulada no acolhimento, orientação, proteção e encaminhamento de vítimas. As reuniões da rede ocorrem ao longo do ano para aperfeiçoar os fluxos de atendimento e discutir novos caminhos de enfrentamento à violência.
Ao levar o debate para dentro de empresas, a Prefeitura amplia o alcance das ações preventivas e aproxima a campanha de diferentes públicos. A proposta é incentivar o reconhecimento dos sinais de violência, fortalecer a cultura da denúncia e mostrar que o enfrentamento exige atuação conjunta do poder público, da iniciativa privada e da sociedade.
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