O prefeito de Santana, Bala Rocha, reuniu nesta terça-feira (30) o Comitê de Gerenciamento de Crises e representantes da Câmara de Vereadores para tratar das medidas de prevenção e enfrentamento aos impactos da estiagem prevista para este ano, com influência do fenômeno El Niño.
O encontro teve caráter estratégico e buscou alinhar ações entre os órgãos municipais, com foco na proteção da população e na redução dos efeitos em áreas consideradas mais vulneráveis. A proposta é atuar de forma antecipada, organizando respostas para possíveis cenários de redução das chuvas, aumento das temperaturas, dificuldades de abastecimento e maior risco de queimadas.
Segundo Bala Rocha, a gestão municipal trabalha de maneira preventiva para garantir que Santana esteja preparada diante das mudanças climáticas previstas. “Estamos trabalhando de forma preventiva, antecipando ações para proteger nossa população e reduzir os impactos nas áreas mais vulneráveis”, destacou o prefeito.
A preocupação ocorre em meio aos alertas de órgãos de monitoramento e defesa civil sobre a possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño em 2026. No Amapá, a Defesa Civil Estadual informou que acompanha os prognósticos climáticos, que indicam possibilidade de condições mais secas e temperaturas acima da média na Amazônia durante o segundo semestre.
O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e pode alterar o regime de chuvas em diferentes regiões do país. Na Amazônia, seus efeitos costumam estar associados à redução das precipitações, estiagens mais intensas e aumento da vulnerabilidade a incêndios florestais.
Durante a reunião, foram discutidas medidas de monitoramento, articulação entre secretarias, orientação à população e estratégias de resposta rápida em caso de agravamento da estiagem. A participação da Câmara de Vereadores também reforça a necessidade de integração institucional para apoiar ações emergenciais e ampliar o diálogo com as comunidades.
Com o planejamento antecipado, a Prefeitura de Santana busca reduzir riscos e garantir maior capacidade de resposta diante dos possíveis impactos climáticos, especialmente nas localidades mais sensíveis aos efeitos da estiagem.

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