O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) reacendeu, nesta semana, o debate político e institucional em torno das investigações sobre fraudes que atingem aposentados, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o caso envolvendo o Banco Master, ao afirmar nas redes sociais que “quem roubou aposentado, que seja investigado e punido, independente do lado”. Rodrigues criticou o que chamou de tentativa de oposição de proteger aliados e pediu que a apuração seja rigorosa e sem seletividade. A declaração ocorre em meio às controvérsias suscitadas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que acompanha o caso das fraudes contra segurados do INSS, e que também traz à tona o escândalo financeiro que ganhou destaque no país no final de 2025.
O senador afirmou que “investigação não pode ser seletiva” e criticou a proteção de figuras como o empresário Fabiano Zettel, citado em meio às apurações do Banco Master e apontado por doações milionárias a campanhas eleitorais de políticos de diferentes espectros, incluindo Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que foi alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, levando à sua prisão temporária e à liquidação da instituição pelo Banco Central.
O caso do Banco Master se entrelaça com as investigações sobre as fraudes no INSS, que levaram à criação da CPMI e à apresentação de diversos requerimentos de quebra de sigilo e de convocações. Entre os temas mais delicados está justamente o pedido de investigação sobre movimentações financeiras de Zettel, considerado por parte de parlamentares como um elemento importante para esclarecer eventuais ligações com benefícios irregulares ou operações que possam ter prejudicado aposentados.
A discussão na comissão também envolveu as votações de pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático relativos ao Banco Master, que chegaram a ser adiados para ajustes técnicos, e a expectativa é que a análise de documentos e depoimentos, incluindo o de Vorcaro, continue nas próximas sessões.
Randolfe tentou destacar que a investigação deve alcançar quaisquer envolvidos, sem privilégios, e que isso inclui tanto figuras associadas ao Banco Master quanto outras personalidades envolvidas nas fraudes do INSS, seja no setor público ou privado. Sua postura busca reforçar a ideia de uma apuração técnica e rigorosa, ainda que politicamente sensível, diante de um dos casos mais complexos e polêmicos no cenário político e econômico recente.

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