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Quinta-feira, 20 de Agosto 2026
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Quase 40 crianças perdidas recebem atendimento do MP-AP e Conselhos Tutelares durante a Expofeira 2026

Além dos casos de crianças e adolescentes que se perderam dos responsáveis, as equipes também atenderam situações relacionadas ao trabalho infantil.

Quase 40 crianças perdidas recebem atendimento do MP-AP e Conselhos Tutelares durante a Expofeira 2026
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Um total de 38 crianças e adolescentes que se perderam dos responsáveis recebeu atendimento das equipes do Ministério Público do Amapá (MP-AP) durante os nove dias da Expofeira 2026, no Parque de Exposições da Fazendinha. Os casos chegaram ao ônibus da Ouvidoria por meio do Comissariado de Menores, do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar ou da própria população. A atuação ocorreu em parceria com os Conselhos Tutelares de Macapá e Santana.

Posicionado próximo à entrada da feira, o ônibus funcionou como ponto de atendimento e apoio à rede de proteção, com equipes preparadas para acolher situações envolvendo crianças e adolescentes. Na maioria das ocorrências, os responsáveis foram localizados e as crianças entregues com segurança às famílias.

Além dos casos de crianças e adolescentes que se perderam dos responsáveis, as equipes também atenderam situações relacionadas ao trabalho infantil. Todas as ocorrências desse tipo foram identificadas pela equipe de abordagem social da Secretaria Municipal de Assistência Social de Macapá (Semas), que realizou os encaminhamentos necessários junto à rede de proteção.

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Segundo o promotor de justiça Miguel Ferreira, coordenador-geral dos Centros de Apoio Operacional do MP-AP, todos os atendimentos tiveram desfecho favorável. “Foram quase 40 casos registrados. Todos, felizmente, com um desfecho favorável”, destacou.

Uma das ocorrências exigiu acolhimento institucional. No plantão do dia 15, uma criança de dois anos que havia se perdido da família foi levada ao ônibus e, como os pais ou responsáveis não foram localizados no ambiente da feira, recebeu encaminhamento para o Abrigo Ciã Katuá.

Séfora Rôla, assistente social do MP-AP que esteve à frente dos serviços de acolhimento ao longo dos nove dias de evento, faz uma constatação preocupante: “Em alguns casos, como dessa criança que supomos ter dois anos, a mãe deixou a menina com um rapaz desconhecido, informando que iria em uma lanchonete e disse que já voltaria. Passou-se mais de duas horas e como ela não retornou, o homem foi até o nosso ônibus pedir ajuda, mas a mãe não apareceu. É preciso ter cuidado redobrado com crianças”, alertou.

Miguel Ferreira avalia como positiva a parceria entre instituições. “A atuação durante a Expofeira mostrou a importância da integração entre as instituições que integram a rede de proteção, sobretudo em eventos que concentram milhares de pessoas. O atendimento no próprio local permitiu uma resposta rápida diante de situações que exigiram acolhimento, localização de familiares e encaminhamento aos serviços responsáveis”, finalizou.

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