O presidente da Associação dos Municípios do Estado do Amapá (AMEAP), Carlos Sampaio, marcou presença nesta segunda-feira em Brasília, participando da reunião de planejamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O encontro na capital federal ocorreu em um momento considerado crucial para a definição de estratégias conjuntas de gestão e enfrentamento dos desafios fiscais que os entes locais enfrentam no Brasil.
Na mesma data, a CNM divulgou os resultados do seu levantamento anual sobre a situação fiscal das prefeituras brasileiras, com foco no pagamento do 13º salário dos servidores municipais e a percepção dos gestores sobre o desempenho da economia em 2026. A pesquisa, realizada ao longo do ano e com resposta de aproximadamente 75% dos municípios do país, trouxe um retrato das finanças locais e das expectativas para o próximo período de gestão.
Entre os principais destaques do estudo está o papel do adicional de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma conquista do movimento municipalista que, segundo os dados, será decisivo para o pagamento do 13º salário. A grande maioria das prefeituras, cerca de 94,7%, afirmou que a transferência extra será usada justamente para honrar este compromisso financeiro, aliviando a pressão sobre os orçamentos municipais no fim do ano. Além disso, quase 98% dos entes locais responderam estar com a folha de pagamento em dia, incluindo a de dezembro, um indicador que demonstra esforço das administrações municipais mesmo diante das dificuldades.
O levantamento também apontou que 80,2% dos gestores consideram a crise financeira e a falta de recursos como o principal entrave ao desempenho das prefeituras em 2025. Outras questões como a instabilidade política e econômica (67,5%), os desafios na gestão da saúde (63,4%) e os reajustes salariais concedidos ao longo do ano (62,2%) foram citados como preocupações significativas. Esses dados ilustram o complexo cenário que administrações municipais de diferentes regiões vêm enfrentando ao tentar equilibrar serviços públicos essenciais com restrições orçamentárias.
Quanto às perspectivas para 2026, as expectativas se mostram divididas, ainda que com viés ligeiramente positivo. Quase metade dos gestores ouvidos pela CNM (44,6%) acredita que a economia será boa ou muito boa no próximo ano, enquanto 35,8% demonstram pessimismo e 16% optaram por não projetar cenário nem positivo nem negativo. Esses números refletem a incerteza que ainda persiste quanto ao ambiente econômico nacional e sua influência sobre as finanças municipais.
A participação de lideranças como Carlos Sampaio nos encontros da CNM reforça a importância do diálogo entre gestores municipais e a construção de políticas públicas que considerem as reais necessidades dos municípios, especialmente em um contexto de desafios fiscais contínuos e demandas crescentes por serviços públicos de qualidade.
