A Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), disponibilizou uma equipe de profissionais para atender os romeiros durante o trajeto do Círio Fluvial de Nossa Senhora de Nazaré, realizado neste sábado,10. O percurso teve saída do Porto do Povo, em Santana, e seguiu pelo Rio Amazonas até o porto da empresa Norte Log, no Rio Matapi.
Em uma manifestação de fé que também expressa a tradição e a identidade ribeirinha do Amapá, fiéis acompanharam a imagem da padroeira em embarcações que seguiam o barco principal, responsável por levar Nossa Senhora de Nazaré pelas águas. Durante a procissão, os devotos fizeram orações, cantaram louvores e compartilharam momentos de reflexão.
O coordenador de ações da Semsa, Júnior Queiroz, destacou a equipe de profissionais de saúde disponibilizada pelo Município e reafirmou o compromisso de atender os presentes na embarcação.
“Estamos com uma equipe de profissionais capacitados, com médicos e uma equipe pronta para atender essa população, esses romeiros que se fazem presentes aqui na nossa balsa”, afirmou.
Integrante da Pastoral dos Condomínios, Eva Katarina participou do Círio Fluvial em homenagem ao pai, Aluísio Rodrigues de Carvalho, que morreu sete dias antes da romaria. Devoto de Nossa Senhora de Nazaré, ele acompanhou o primeiro dia da peregrinação deste ano, dirigindo o carro enquanto as integrantes do grupo conduziam a imagem da santa.
Para manter viva a memória do pai, Eva seguiu na missão religiosa e vestiu uma camiseta em sua homenagem. A participação ganhou um significado especial para a família, que encontrou na fé uma forma de lidar com a perda e dar continuidade à devoção que marcou a vida de Aluísio.
“É por ele, é por Deus, é pela nossa fé em Nossa Senhora de Nazaré. A dor é muito grande, mas a fé move montanhas. Viva Nossa Senhora de Nazaré!”, declarou.
A programação deste ano tem como tema “Maria e Jesus, presenças que renovam o Vinho da Família”, inspirado no episódio bíblico das bodas de Caná. A celebração destaca a presença de Maria e Jesus como símbolo de renovação da alegria, da fé e da esperança nas famílias.
Aos 78 anos, Maria Alice Fonseca mantém uma relação com as procissões religiosas que começou ainda na infância, em Afuá, no interior do estado. Ao longo da vida, participou de celebrações religiosas, atuou como dirigente de comunidade por quase dez anos e trabalhou na Igreja São Pedro, em Macapá. Neste ano, escolheu acompanhar o Círio Fluvial por ser uma alternativa mais tranquila, já que não teria condições de participar da procissão do dia seguinte.
Além da trajetória religiosa, Maria Alice, se dedica a restauração de imagens sacras, atividade que representa uma forma de expressar sua fé. Ela enfrenta problemas de saúde e pede a Nossa Senhora que alivie as dores para que possa continuar trabalhando.
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