O prefeito Elielson Moraes, de Porto Grande (AP), realizou nesta quinta-feira um encontro com empreendedores ambulantes do município com o objetivo de promover o ordenamento da atividade no espaço urbano. A reunião marca o início de um diálogo entre a administração municipal e trabalhadores informais para definir regras, regularização e proporcionar maior organização da cidade.
Porto Grande é um dos municípios centrais do Amapá, localizado a cerca de 108 km da capital e com economia fortemente ligada à produção agrícola, extrativismo e comércio — onde os ambulantes têm papel importante na circulação de bens e serviços. A regularização dessas atividades, segundo a prefeitura, contribuirá para um comércio mais organizado, geração de renda de forma formal e melhores condições de trabalho para os ambulantes.
Durante a reunião, foram debatidos temas como pontos fixos ou itinerantes de comércio, ocupação de calçadas e vias públicas, horários de funcionamento, emissão de alvarás ou cadastro municipal, além da necessidade de infraestrutura de apoio — como locais adequados para descarte de lixo, banco de água e banheiros públicos. A prefeitura sinalizou o interesse em estruturar um plano de ordenamento, que deve contemplar normas claras e garantias de direitos aos trabalhadores informais.
O movimento atende à crescente demanda por ordenamento urbano em municípios amazônicos, onde o crescimento desordenado do comércio informal costuma gerar conflitos de espaço, impacto no trânsito, descarte irregular de resíduos e insegurança sanitária. A iniciativa de Porto Grande busca conciliar a necessidade de renda da população com o interesse da coletividade por uma cidade mais organizada.
Para os ambulantes, a reunião é vista como passo importante para assegurar direitos, ter mais visibilidade, e atuar com maior segurança jurídica. Ao mesmo tempo, a prefeitura reforça sua intenção de promover o desenvolvimento urbano de forma planejada, equilibrando economia local e bem-estar coletivo.