O Amapá perde a Notável Tia Biló

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O Amapá perde a Notável Tia Biló, Benedita Guilherma Ramos, filha de Julião Ramos, o mestre do Marabaixo. O Memorial Amapá, neste momento difícil de dor e saudade se solidariza com a memorialista Danniela Ramos e toda a sua família.
Que Deus e o mestre Julião a recebam no reino da luz.
A tia Biló foi homenageada com a medalha da Academia dos Notáveis Edificadores do Amapá em 2015.
BENEDITA GUILHERMA RAMOS - “TIA BILÓ”

Nasceu há 90 anos em Macapá em 10 de fevereiro de 1925, é filha do Mestre Julião Ramos, criador do Marabaixo e Januária Ramos. Dona Biló é filha mais nova de 05 filhos, mãe de 7 filhos que lhe agraciaram com 16 netos e 20 bisnetos.
Seu primeiro emprego foi como zeladora em uns dos banheiros públicos, construído por Janary Nunes, trabalhou também na Escola Azevedo Costa, foi transferida para o Colégio Amapaense e logo em seguida para o IETA – Instituto Educacional do Território do Amapá, onde hoje está instalada a UEAP – Universidade Estadual do Amapá.
Tia Biló, como é carinhosamente chamada, trouxe no DNA, a paixão pelo Marabaixo, herdada do seu pai, Mestre Julião Ramos.
Foi uma das precursoras dos grupos de Marabaixo que atualmente encantam várias gerações de amapaenses com esse ritmo contagiante e expressão maior da nossa cultura.
Teve o privilégio de conviver com grandes compositores de Marabaixo, dentre eles, Raimundo Lasdislau.

BENEDITA GUILHERMA RAMOS, A Tia Biló, é precursora, grande entusiasta e divulgadora do Marabaixo, cantando, encantando e repassando à várias gerações o legado deixado por seu pai.
Em 2015, tia Biló foi homenageada pelo Memorial Amapá com a medalha da Academia dos Notáveis Edificadores do Amapá.
