O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) iniciou, nesta segunda-feira (3), o Curso de Capacitação de Instrutores para a Oficina Laços no Tempo, iniciativa voltada à formação de profissionais que atuarão como facilitadores em ações de conscientização sobre o cuidado, a convivência e o fortalecimento dos vínculos familiares com a pessoa idosa. Serão cinco dias de capacitação, realizada no Salão de Eventos da Procuradoria-Geral de Justiça e que reúne integrantes da rede de atendimento ao idoso, membros e servidores do MP-AP, voluntários e profissionais de instituições parceiras.
Promovido pela Procuradoria-Geral de Justiça, por meio do Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas de Santana, o curso tem como objetivo contribuir para a prevenção do abandono, da negligência e das diversas formas de violência contra a pessoa idosa, por meio da informação, do diálogo e da mudança de comportamento.
Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Alexandre Monteiro, destacou que a iniciativa integra uma estratégia institucional de promoção da cultura da paz e do fortalecimento das relações familiares do MP-AP.
“A doutora Silvia Canela desenvolve um trabalho muito importante em Santana, que precisa ser replicado nas demais unidades do Ministério Público. Precisamos cuidar das nossas famílias com sensibilidade e preparar profissionais para orientar os usuários do sistema de Justiça, contribuindo para reduzir situações de violência que infelizmente ainda fazem parte da nossa realidade”, afirmou.
Idealizadora da oficina, a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Mediação, Silvia Canela, ressaltou que o projeto nasce da compreensão de que a transformação social exige mais do que respostas jurídicas. Segundo ela, é necessário investir na conscientização e na mudança de mentalidade das famílias.
A iniciativa forma multiplicadores que levarão a metodologia da oficina às instituições que atuam com famílias e pessoas idosas. “Queremos que filhos e familiares compreendam a importância do cuidado, do respeito e da responsabilidade com seus idosos. Precisamos refletir sobre como estamos cuidando dos nossos idosos. O Brasil envelhece rapidamente, mas ainda não temos estrutura suficiente nem uma cultura consolidada de cuidado familiar”, explicou a promotora.
Para a pedagoga Ingrid Bastos, conselheira do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, a formação representa um importante investimento na qualificação da rede de atendimento: “É um momento de construção, troca de experiências e fortalecimento da nossa formação. Os principais beneficiados serão os idosos, mas também as futuras gerações, que precisam compreender desde cedo a importância do cuidado e da valorização da pessoa idosa”.
Neste primeiro dia, a programação incluiu atividades teóricas e práticas conduzidas pela assistente social e servidora do MP-AP, Alzira Nogueira, que abordou aspectos relacionais, familiares e estratégias de mediação de conflitos envolvendo pessoas idosas. Ao final da capacitação, os participantes estarão habilitados a aplicar a metodologia da Oficina Laços no Tempo em órgãos do sistema de Justiça e instituições da rede de proteção, ampliando as ações preventivas desenvolvidas pelo Ministério Público.
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