Laranjal do Jari viveu um fim de semana histórico com a realização da 10ª Corrida e Caminhada Só para as Mulheres, evento que tomou conta da Avenida Tancredo Neves e reuniu mais de 10 mil participantes em uma grande mobilização voltada ao esporte, à valorização da mulher e à ocupação dos espaços públicos. A prefeitura classificou a edição como grandiosa e inesquecível, destacando a força, a energia e o espírito de superação que marcaram a programação. O evento também foi acompanhado por shows de Henry Freitas, Joelma e Letícia Auolly, que encerraram a festa em clima de celebração popular.
A corrida, já consolidada no calendário local, alcançou em 2026 um patamar simbólico ao chegar à décima edição. Antes da prova, a expectativa dos organizadores já era de público recorde, com cerca de 10 mil inscritas, número que ajudou a confirmar a dimensão do encontro e seu peso social no município. Reportagens publicadas nos dias anteriores ao evento apontavam a iniciativa como a maior corrida de rua exclusivamente feminina do Amapá, com repercussão crescente também fora do estado.
Mais do que uma programação esportiva, a corrida ganhou contornos de ato público em defesa da visibilidade e dos direitos das mulheres. Na cobertura do pós-evento, o governador Clécio Luís associou a mobilização à pauta do enfrentamento à violência de gênero e defendeu a meta de feminicídio zero, mostrando que a atividade também funciona como plataforma de conscientização social. Em outra frente, a Assembleia Legislativa do Amapá passou a discutir um projeto para incluir oficialmente a Corrida e Caminhada da Mulher de Laranjal do Jari no calendário estadual de eventos, movimento que sinaliza o reconhecimento institucional da relevância alcançada pela iniciativa.
Com forte adesão popular, atrações nacionais e ampla mobilização local, a 10ª edição reforça o lugar do evento como uma das maiores manifestações esportivas e culturais voltadas ao público feminino na Região Norte. Para Laranjal do Jari, a corrida já ultrapassa o formato tradicional de prova de rua e se consolida como símbolo de união, autoestima coletiva e afirmação da presença feminina na vida pública.

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