O ex-governador do Amapá, João Capiberibe, reforçou recentemente seu compromisso com a promoção de um turismo sustentável que minimize impactos ambientais e valorize a biodiversidade da Amazônia. Em suas declarações, enfatizou que “nossos visitantes não apenas veem mas sentem a Amazônia, conhecem e degustam produtos da bioeconomia, e vivem uma experiência memorável, única e autêntica”.
Capiberibe tem atuado em iniciativas voltadas à bioeconomia e ao ecoturismo no estado, como parte de sua atuação pós-mandato. Uma das ações vinculadas a ele é o empreendimento Flor de Samaúma, que oferece trilhas ecológicas, passeios em áreas de várzea e degustação de produtos derivados do açaí. Essa iniciativa integra as estratégias que o ex-governador promove para que o turismo no Amapá combine conservação ambiental com geração de renda local.
Em outro esforço institucional, o governo estadual e parceiros firmaram acordos, com apoio do gabinete de Capiberibe, para promover o turismo em áreas de preservação ambiental como a Floresta Nacional do Amapá (FLONA-AP), reconhecendo o enorme potencial turístico da região e a importância de articular meio ambiente e economia.
Segundo Capiberibe, a chave para esse turismo diferenciado está justamente em dar ao visitante mais que vistas panorâmicas — trata-se de envolver os sentidos, o paladar (por meio de produtos da bioeconomia) e a convivência respeitosa com povos tradicionais e ecossistemas. Ele considera que esse modelo fortalece a identidade local, gera valor para a comunidade ribeirinha ou extrativista e evita os impactos típicos de um turismo predatório.
Para o Amapá, estado de elevada biodiversidade e baixo impacto turístico até agora, a aposta em turismo de experiência e bioeconomia representa uma alternativa de desenvolvimento. Capiberibe defende que, quando bem executado, esse caminho pode promover emprego, renda, conservação e fortalecimento das cadeias produtivas locais — além de oferecer um produto turístico diferenciado no cenário nacional.
Resta agora observar como essa visão será traduzida em políticas concretas, infraestrutura, parcerias público-privadas e suporte às comunidades. A atuação de João Capiberibe abre o debate para o papel do turismo sustentável na Amazônia como vetor de transformação, em que o visitante deixa apenas pegadas leves e retorna transformado — e a natureza, valorizada.
