Fios caídos ameaçam segurança e a vida de pedestres, ciclistas e motoqueiros em Macapá
| Fio telefônico caído na Praça das Pedrinhas |
Os fios telefônicos caídos podem ser vistos em quase todos os bairros da capital amapaense. Em alguns pontos, cansados de ver acidentes se repetindo, moradores decidiram por conta própria amarrar os cabos a árvores e nos próprios postes. Mas andando pela cidade dar para ver muitos cabos espalhados ou seja as empresas de telefonias e internet não se preocupam com esses detalhe e acaba acontecendo esses acidentes.
Moradores relatam que os fios ficam caídos geralmente depois da passagem de caminhões altos, reparos das empresas ou mesmo tentativas de furto. Essas empresas com administração relapsas devem ser multadas por deixarem esse tipo de lixo emporcalhando as ruas e avenidas de Macapá.
No último sábado (29), recebemos denúncia de moradores do Bairro das Pedrinhas, sobre a situação perigosa de fios estendidos na avenida da Praça das Pedrinhas, e com o tempo chuvoso, dificultando a visualização desses fios.
“Estamos aqui na JK, na Praça das Pedrinhas, onde tem esses fios arriados, que a qualquer momento podem causar acidentes. Graves, pois com período chuvoso, dificulta a visualização. Isso vem ocorrendo há mais de três meses e ninguém toma providencias. Estamos aqui para pedir as autoridades competentes que se mobilizem. Por que acredito que eles somente tomarão as providencia necessários, depois que acontecer um acidente grave.” Expos a moradora em vídeo enviado a reportagem,
Essa situação perigosa vem sendo denunciada há anos pela imprensa, e nada é resolvido pela empresa concessionaria de energia elétrica no Amapá, que aluga os postes as telefônicas, tevê a cabo, internet.
Esse emaranhado de fios nos postes deixou de ser apenas poluição visual nas cidades. Agora é, também, de segurança, pois aumentou muito o número de ruas e avenidas com fiação caída pelas calçadas, que podem causar acidentes.
Além do contato físico, que pode ocasionar quedas, os fios podem conduzir energia se estiverem em contato com a rede elétrica. A companhia de energia CEA – Equatorial Energia atribui a maior parte das ocorrências às operadoras de serviços de telefonia, televisão a cabo e internet.
Caminhão não passa
O comerciante Roberto Ramos, diz que a fiação de postes estão muito baixas e causa transtornos. “Os fios ficaram muito baixos e nas esquinas os caminhões não conseguem passar. Hoje outro caminhão passou com tudo e partiu cabos”, relata o morador do Novo Buritizal.
Solução
Uma solução para o problema seria enterrar os fios, mas a operação é cara e o custo recairia sobre a conta de luz dos usuários. “A regulação do Setor Elétrico Brasileiro prevê que a iniciativa deve ser contemplada apenas em locais onde há grande concentração (densidade) de carga (como é o caso do Centro da cidade), para caracterizar o conceito regulatório de investimento prudente. O enterramento de rede tem um custo médio de implantação muito superior ao custo médio de uma rede aérea tradicional, podendo variar entre cinco e oito vezes. De acordo com a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os custos devem ser repassados para as contas de luz, o que acarretaria aumento expressivo na tarifa”, diz a Anee,.
A empresa informa que fios caídos de empresa de telecomunicação não devem ser tocados ou ter alguém próximo, pois o mesmo pode estar em contato com a rede elétrica e causar acidentes graves e fatais. “O risco existe se os cabos de telefonicas estiverem fora do padrão, em contato com a rede elétrica, baixos ou caídos pelo chão”, completa.
Para os especialistas a responsabilidade de fiscalização é da Concessionária de Energia Elétrica no Amapá, no caso a CEA/Equatorial Energia, que possui os contratos com as empresas de telefones e internet
“É preciso uma agenda urgente pra tratar disso, o que a Annel presta com isso é um desserviço. As telefônicas também não fazem manutenção de suas redes; deixam rolos de fios nos postes que firam um almoxarifado e não são penalizadas pela CEA/Equatorial Energia que aluga os postes. É mais barato deixar as cidades feias do que corrigir os problemas”, critica.
