O Governo do Amapá deu mais um importante passo para consolidar o desenvolvimento sustentável no estado com o lançamento, nesta sexta-feira, 16 de outubro, do edital de concessão florestal de dez Unidades de Manejo Florestal (UMFs) na Floresta Estadual do Amapá (Flota/AP).
Com projeção de R$ 1,4 bilhão em investimentos privados, royalties e compromissos socioambientais, a iniciativa representa uma oportunidade estratégica para impulsionar a economia, gerar empregos e promover o uso sustentável dos recursos florestais.
Estruturado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto abrange 603.534 hectares distribuídos entre os municípios de Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Pracuúba e Oiapoque.
A proposta estabelece um modelo de desenvolvimento que alia a produção florestal sustentável à conservação da biodiversidade, à valorização das comunidades locais e ao fortalecimento da cadeia produtiva da madeira legal.
O governador Clécio Luís destacou que a concessão florestal representa uma nova perspectiva de desenvolvimento para o Amapá, demonstrando que é possível transformar o potencial dos recursos naturais em oportunidades econômicas, mantendo a floresta conservada.
“Estamos construindo um modelo em que a floresta pode gerar empregos, renda e oportunidades sem perder seu valor ambiental. São 603.534 hectares destinados ao manejo florestal sustentável, com regras para o uso responsável dos recursos naturais, fortalecimento da economia dos municípios e a conservação como compromisso central do desenvolvimento do Amapá”, enfatizou o governador.
Investimentos, empregos e fortalecimento da economia
O projeto prevê aproximadamente R$ 643 milhões em investimentos privados, R$ 608 milhões em royalties florestais e R$ 173 milhões em compromissos socioambientais ao longo do período contratual de 31 anos.
Além da geração estimada de 1.030 empregos diretos, as concessões têm potencial para movimentar diversos segmentos da economia, especialmente os setores de manejo florestal, transporte, beneficiamento e comercialização de produtos madeireiros.
Para o empresário Sávio Mai, a iniciativa representa um avanço para o ambiente de negócios e uma oportunidade concreta de fortalecimento do setor produtivo amapaense.
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